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quinta-feira, 6 de junho de 2019

RESENHA: CURSO VIDA NOVA DE TEOLOGIA BÁSICA - INTRODUÇÃO À BÍBLIA - R. LAIRD HARRIS


Esse livro é sensacional pela sua linguagem simples e seu início "TODOS OS CRISTÃOS PRECISAM DE TEOLOGIA". 
Eu acredito nisso. Infelizmente, vejo muitos crentes alegando que não tem obrigação de conhecer as Escrituras porque não são pastores o que é um erro grave. A teologia já foi confinada a círculos acadêmicos só que sou grato a Vida Nova por não confinar isso e compartilhar a pessoas de linguagem simples como eu. Todo cristão é chamado a um sacerdócio real. 
A Bíblia é Revelada e Inspirada por Deus desde Gênesis a Apocalipse e nos mostra o relacionamento de Deus para com os homens de até conversar pessoalmente. A Revelação Especial e a Geral, sendo de conversa pessoal, sendo pela natureza. O sistema de Escrita após o dilúvio.

Sobre o profetismo:

"Os profetas da Antiguidade receberam a instrução de pregar a Palavra de Deus, quer as pessoas lhe dessem ouvidos ou não (cf. Is 6.9, 10; Jr 20.9 e Ez 2.5-7)." Curso de Teologia Básica Vida Nova - Introdução à Bíblia pag. 15

"...agora desejamos chamar a atenção do leitor para fato de que as profecias são provas do caráter sobrenatural da Bíblia. A razão de sua existência é mostrar que Deus realmente falou à humanidade". Curso de Teologia Vida Nova - Introdução À Bíblia - Antigo Testamento, pág. 28


O livro trás um combate aos liberais que são um tipo de "ateus cristãos" que falam dos erros da Bíblia. Há uma defesa sobre a inerrância das Escrituras. Ela numa falou de terra plana como alguns que atacam a fé com essa infantilidade. Ela aponta arqueologia que se comprova. Os cristãos creem nas Escrituras por conta de Jesus estar vivo. Sei que estou sendo um pouco devocional nessa resenha, mas o cristão crê nas Escrituras porque o Senhor o escolheu. Com certeza, ele teve uma experiência com o Senhor Jesus. O Novo Testamento foi considerado pelos próprios apóstolos de Cristo como Palavra de Deus.O livro de Apocalipse é tratado como Escritura assim como o Antigo Testamento. 

Sobre o ofício apostólico, os 12 foram selecionados pelo próprio Cristo após uma noite de oração e fala sobre os 12 terem seus nomes inscritos nas 12 pedras que compõe o alicerce da Nova Jerusalém e que julgarão em 12 tronos. Logo, os originais são realmente os 12 e Paulo conforme as Escrituras.

Apresenta os autores do Antigo e Novo Testamento com veracidade arqueológica. Os livros apócrifos foram escritos no período intertestamentário. São averiguados por Flávio Josefo, historiador. São endossados por Cristo e os apóstolos o Antigo e o Novo Testamento.

O livro trás também um combate a "Alta Crítica" caindo por terra após descobertas arqueológicas passando até pelos manuscritos do Mar Morto e toda arqueologia encontrada como sítios, construções, cidades...

Sobre a crítica aos milagres alegando que os homens do passado eram ignorantes, há de convir que machado não flutua, morto não ressuscita e nem o Mar se abre. O que prova a existência dos milagres é que até o homem antigo saberia que essas coisas são impossíveis. Ponto final sobre esse assunto.
Um judeu quando escrevia algo, ele sempre aplicava toda a perfeição para não conter erros. Observe que as Escrituras não escondem os erros dos heróis do passado, visto que as outras civilizações só ostentavam suas "glórias infalíveis" em seus registros.
A Bíblia em si não se contradiz, pois suas "supostas contradições" não são nada mais, nada menos que complementos.

O livro incentiva também ao leitor das Escrituras a ter uma biblioteca pessoal. Seja de diversas Bíblias de Estudo como também diversos livros que nos auxiliem numa compreensão melhor da Bíblia.

Para finalizar, de quebra o livro nos orienta a fazer devocionais como o momento que fazemos uma leitura meditativa nas Escrituras nos ajudando na compreensão da Palavra de Deus. Super indicado. 

sexta-feira, 10 de maio de 2019

O SAGRADO E O PROFANO NA CULTURA POP DE ABNER MELANIAS (BT BOOKS)


 Esse livro me surpreendeu. Confesso que quando eu vi ele disponível no site do Bibotalk e por já conhecer o podcast, imaginei que seria apenas mais um livro que gosta de pegar a cultura pop e observar a presença de Deus ou tirar alguma teologia. Não. O livro é um ensaio que apresenta a sacralização da cultura pop não mais pautada por normas, mas por ofertas ao freguês.
Sabemos que hoje o sagrado deixou de ser cosmovisão e foi relegada apenas a uma confissão, a cultura pop tenta passar uma sacralização da ideia do artista. A cultura pop trocou os mitos que as pessoas adoravam divindades em troca de algo para mitos que as pessoas de alguma forma se espelham. Confesso que em algum momento, me vi incomodado no quanto se é tratado os filmes de violência como a valoração da violência como bem viável. Por quê me gerou esse incomodo? Me converti em ambiente pentecostal (ainda me vejo como um que gosta e muito da fé reformada) e já ouvia falar que assistir filmes de terror é ministração demoníaca que entra dentro da sua casa, logo da mesma maneira que você gosta de se relacionar com a violência, no caso de filmes de terror você gosta de se relacionar com o diabo. Se essa foi a ideia do autor ou não, isso não invalida a obra que nos mostra o quanto as pessoas criam novos deuses e procuram se espelhar neles. Todavia, eu ainda fico com as máximas bíblicas:

Examinai tudo. Retende o bem.

1 Tessalonicenses 5:21

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.

1 Coríntios 6:12

Você pode encontrar o livro no site do Bibotalk. Como você já é grandinho, dê um google.  

quarta-feira, 1 de maio de 2019

EM DEFESA DO SOLA SCRIPTURA DE LUCAS BANZOLI - RESENHA


 Atualmente, com a onda conservadora e com gurus como Olavo de Carvalho e Bernardo Küster aparecendo pelas webs, vejo alguns evangélicos migrando para a fé católica. Ora, uma coisa eu tenho que concordar com o Padre Paulo Ricardo em algum de seus vídeos - muitos católicos não sabem que porque são católicos e muitos evangélicos (ou protestantes, como católicos preferem nos chamar) não sabem porque são evangélicos. Um coisa é fato: todo cristão sincero deve, além de ter a sua devoção no único Deus, conhecer as Escrituras. Conhecer o porque de sua fé. O apóstolo Pedro já nos ensinou em sua carta: "Antes, reverenciai a Cristo como Senhor em vosso coração, estando sempre preparados para responder a qualquer pessoa que vos questionar quanto à esperança que há em vós" (1 Pedro 3:15). 
Quero dizer que essa minha resenha não é um ataque a católicos, mas uma amostra para dizer porque não sou romanista. E sim, pelo Sola Scriptura. Como o livro é disponível para download gratuito, vou deixar o link abaixo, pois o livro se propõe a responder de maneira exegética bíblica e com argumentos dos próprios pais da Igreja, ou seja a patrística, grandes questionamentos (ou porque não dizer em alguns casos, provocações) sobre a eficácia do Sola Scriptura. Eu acho o Pe. Paulo Ricardo muito erudito, só acho que quando ele quer criticar o meu nicho protestante, ele acaba sendo um pouco raso na questão.
Sei que eu posso citar a persona no grata dos católicos, Martinho Lutero "Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias".
Cito Santo Agostinho "A Escritura canônica tem a autoridade suprema, e a ela submetemos assentimento em todos os assuntos".
Durante um período de tempo, ela foi proibida pela igreja romana pelo Concílio de Tolosa (1229) com perseguição e punição para quem possuísse o Velho e o Novo Testamento, parecendo a mesma perseguição em países comunistas, logo por aquela que alega ser a guardiã das Escrituras.

Um espantalho criado pelos romanistas é de quem defende o "sola scriptura" é que nós falamos que "tudo tem que estar na Bíblia", se apoiando e discursos de leigos e alguns liberais, mas o fato é que os da reforma crem que "todas as doutrinas tem que ser provadas pelas Escrituras". A ideia de tudo é caber coisas loucas como vemos em movimentos neo-pentecostais, que alguns já são considerados seitas e não necessariamente igrejas cristãs.
Toda doutrina tem que ser provada pelas Escrituras. Isso não impede que as igrejas tenham seus próprios costumes e tradições desde que não acrescentem ou retirem doutrinas da bíblia.

A verdade é muita coisa da igreja romana veio da pena de Papas e não da Bíblia. A assunção e a permanência virgem de Maria é uma delas. Colocam a tradição a par da Escritura e quando a tradição e a Escritura se contradizem, preferem correr pra tradição.
Os evangélicos possuem uma única fonte de fé: A Bíblia. Por isso, que eu, Eduardo, provo o que está sendo saído de púlpito de uma igreja. A consequência de uma visão oposta a Bíblia é que ela não é a única regra de fé e de que nenhuma doutrina precise necessariamente da Bíblia.
Se você pegar a patrística, ela se valeu do Sola Scriptura. Vemos os escritos de Agostinho, Tertuliano e outros. A Igreja de Cristo é não é uma construção, mas uma reunião de crentes em Jesus. Olhe para as cartas paulinas e para o livro de Atos. Vemos encontros de irmãos em casas e não necessariamente em templos de pedra ou madeira. Existe também um grande debate entre a igreja católica e a igreja ortodoxa sobre os costumes e ambas alegam serem a verdadeira igreja de Cristo.

Enquanto alguns dizem ser a igreja mais antiga, o praticante do sola scriptura procura ser a igreja mais antiga. E antes que hajam acusações que os praticantes do Sola Scriptura discordem entre si pelos seus sistemas teológicos, os pais da Igreja também discordaram entre si. Vemos Agostinho discordou de Cipriano e de outros que você vai ler no livro. Discordaram sobre batismo, sobre Maria ser concebida sob pecado ou não. E aqui não vemos Marcião ou Ário como pais da igreja, não, não. É sobre aqueles que foram canonizados pela própria estrutura romana.

Eu termino essa resenha para afirmar que não existem Protestantismos como somos acusados por romanistas, mas uma só doutrina. Se divergimos, divergimos em assuntos periféricos e de segundo plano e até vemos também diversos catolicismos como a Renovação Carismática e outras que o livro vai apontar. Saibam também que existem as Igrejas Coptas e a Ortodoxa, ambas alegando ser a Igreja de 2000 anos. Esse livro me ensinou que já pude ter diversas opiniões secundárias entre calvinismo e arminianismo, pacto e dispensação, mas nunca deixei de ser sola scripturista. Eu não quero estragar sua leitura, o link está abaixo para baixa.



terça-feira, 29 de janeiro de 2019

O EVANGELHO SEGUNDO OS SIMPSONS - MARK L. PINSKY (RESENHA)


 Confesso que li as resenhas desse livro e não vi tão pessimismo assim como as que li. Sim, o livro é um conjunto de repetições do que ocorreu nos programas exibidos e ele tem foco no relacionamento da família Simpson com Deus. E como eu procuro enxergar a arte além da arte (influência do calvinismo na minha vida), vou também expor meu ponto de vista sobre esse livro que estou relendo. 
 Como já retuitei por aí, cada um enxerga a Cristo à partir da sua própria concepção e poucas vezes, da concepção bíblica e os Simpsons não fazem diferente. Exposições de fé com base em obras e não em graça, até Ned Flanders faz, embora ele seja amável e preferível ter ele como vizinho do que Hommer Simpson. 

Alguém pode criticar que o Flanders é tipificado como bobo, mas eu digo de volta: E qual personagem não é? É um humor caricato com todos os personagens. Mas olhemos a fundo: Quantos milagres Hommer recebeu por oração e isso não o tornou um homem de fé? Quantas pessoas são assim em nossos dias? Como a primeira geração do povo do deserto, enxergam milagres mas não pisaram na terra prometida.

O impressionante é que Deus atende todas as orações dos Simpsons como atende as nossas, só que nem sempre a resposta será sim, mas um não. Por que acredito nisso? Porque todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus conforme o Seu propósito. Uma coisa que também temos que concordar que mesmo com todo o humor, Deus está sempre à mesa dos Simpsons, vide as orações. Teve aquele episódio do Bart orar a Deus falando até dos seus defeitos e quantos crentes não oram assim? Acredito que tempos que sugar o melhor de algo. 

Uma frase memorável do livro:

"...mesmo com as melhores intenções, se o evangelismo for manipulado, não é verdadeiro." (página 70)

Aprendi que existe um código de ética de Hollywood em desuso, que dos anos 30, que fala sobre não denegrir a religião. Isso foi interessante, visto que não vemos isso hoje. O livro mostra que se tivéssemos uma educação religiosa, provavelmente seríamos mais amigáveis, reduziriam os crimes e saberíamos como educar melhor os filhos. 

Trata também do Reverendo Lovejoy (Amor e Alegria) que tem uma filha típica de pastor (ou pelo menos, generaliza) de que filhos de pastores não são filhos de peixe na sua maioria. Nos alerta também em a Igreja não ser uma obrigação, mas uma ajuda. Isso me faz lembrar daquilo que Jesus nos orientou que o sábado foi feito para o homem e não o contrário. 

No capítulo que trata sobre a alma, lembro do episódio que o Bart vendeu para seu amigo Milhouse. E sobre as implicações do inferno. Cita uma frase do Papa João Paulo II que o "inferno é um lugar onde as pessoas se separaram de Deus e que é um lugar natural para onde as pessoas vão das quais não se arrependeram dos seus atos". 

Vemos na série a luta contra o adultério em casos de Homer e até mesmo Marge, mas no final, os valores da fidelidade conjugal serem preservados. 

O livro trata de seus personagens que não tem relação com a fé cristã como Apu (Hinduísmo) e Krust (judaísmo). Sobre o Judaísmo, o enfoque maior foi sobre a relação de Krust com seu pai, o rabino, que não estava muito boa porque Krust não quis seguir a tradição rabínica, mas ser palhaço. No que toca em relação a humoristas judeus, eles costumam passar sabedoria através do humor.

 Concluo com essa resenha que a obra exageram nos estereótipos e isso é o objetivo do seriado como qualquer outra arte, você pode Receber, Rejeitar ou Redimir. Na maioria das vezes, prefiro Receber e Redimir.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

RESENHA: OS DESAFIOS DA ÉTICA CRISTÃ DE RODRIGO BIBO DE AQUINO


Mais um livro da BTBooks que estou resenhando e talvez esse seja o último livro lido do ano. É incrível o que você pode ler se você não perder tempo com redes sociais. Vamos ao meu método de resenha que é transcrever, até mesmo para minha própria memorização, trechos importantes que me chamaram a atenção:

(Sobre a ética - o ethos e ethô)... "Basicamente podemos afirmar que essas duas palavras significam: costume, hábito, podendo ainda significar caráter, mentalidade, índole". (é a postura por trás da vida)

Trata da ética descritiva: voltado para aquilo que é moralmente aceitável e ética normativa: Onde há a orientação quanto àquilo que é certo e aquilo que é errado dentro do grupo social do qual faz parte.

"A ética cristã se preocupa com as mesmas questões que a ética social: a preservação da vida, a postura do ser humano diante das leis que regem os Estados, etc." (O foco da ética cristã é conservar e salvar a criação).

"A aplicação do conceito da imagem de Deus ao ser humano é o estatuto da igualdade humana e a constituição da humanidade em sociedade."

Os reis antigos fazia estátuas de si mesmos em locais para dizer que aquele reino pertencia a ele. 

"Foi nesse sentido que Israel compreendia a sentença imagem e semelhança de Deus, vendo o ser humano como símbolo da própria soberania de Deus sobre a Terra."

Sobre a ética:

"Diante de Deus: como criatura, o ser humano não está em pé de igualdade com Deus, contudo, isso não diminui, pelo contrário, lhe confere dignidade, pois não precisa bancar Deus ou semideus, como humano e somente nessa condição, ele tem seu lugar diante de Deus, para viver em sua presença e a partir dela, orientar sua vida."

"Diante do meio ambiente: devemos levar à sério, e como uma tarefa espiritual, a preservação do meio ambiente."

"Diante do semelhante: o ser humano está acima da criação não-huana, abaixo do criador e em pé de igualdade com o seu semelhante."

"Assim, a ética cristã não pergunta pelo próximo, ela o enxerga no necessitado, ela o procura nos marginalizados e os ampara em Cristo."


O livro tem 19 páginas, você pode ler ele em menos de uma hora e vale a pena.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

RESENHA: MISSÃO INTEGRAL EM POUCAS PALAVRAS DE RODRIGO BIBO DE AQUINO



 Confesso que ler esse livro me fez ter uma perspectiva diferente, todavia, ainda tenho críticas à ele porque a Missão Integral no Brasil não mostra nada do que me foi apresentado nesse livro. Esse livro me mostrou a missão da Igreja que já, de certa forma, tem feito isso. A TMI aqui no Brasil tem mostrado mais um vínculo partidário de esquerda que foge de princípios bíblicos, seus expositores apresentam-se acima do bem e do mal além de uma exaltação ao marxismo cultural de maneira forte como querer criar frentes separatistas do corpo de Cristo como o "nós versus eles" dentro do próprio corpo. E o que seduz os crentes desavisados com ela até a ponto de escolherem a esquerda? A ideia de ajuda dos pobres (o que sempre foi pauta da Igreja cristã e se ela não faz isso, ela está fora da propósito de Deus, que não é só cuidar dos pobres, mas abrir o coração dos ricos para Deus). Logo, na minha opinião, tem caído e muito em descrédito e toda vez que alguma teologia quer se apresentar como a verdadeira bíblica, já olho com um olhar de suspeita. Meus pressupostos não são 100% corretos e por isso, me abro para enxergar a fé cristã fora do meu arraial religioso sem abandonar os princípios basilares da fé e do Credo Apostólico, visto que a TMI se propôs a querer trazer uma "nova teologia" do ponto de vista latino. E como toda resenha, pincei alguns pontos do livro que me chamaram a atenção:

"...missões é sempre um desafio, visto ser a velha mensagem em um novo contexto."

"...o fazer missão não pode considerar somente a realidade interna do indivíduo, mas a realidade externa que o cerca."

"No ponto sobre a responsabilidade social da igreja, o Pacto de Lausanne afirma a condição soberana de Deus sobre a criação e a Sua justiça."

Lausanne deixou claro que a responsabilidade social não é igual a salvação, "mas a salvação é a libertação do mal onde quer que ele atue".

*Teologia da Libertação é igual a Teologia da Missão Integral no tocante a justiça social, só não são em suas teologias, sendo uma católica e a outra protestante. A primeira gerou influência na segunda.* 

"...Deus é o Criador e juiz de todos os homens. Portanto, deve-se partilhar a sua vontade pela justiça e reconciliação em toda a sociedade humana, e pela salvação dos homens de todo tipo de opressão."

Em suma, tudo que escrevi na introdução acima, quando você lê um livro, em comparação ao que vemos na prática, parece um livro cristão com os basilares da fé, mas a TMI de hoje, com seus representantes, não têm mostrado isso.  


quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

RESENHA DE LIVRO: IGREJA EM CÉDULAS - TEOLOGIA DA PROSPERIDADE EM POUCAS PALAVRAS


Talvez, o que eu vá escrever não seja nenhuma novidade. O autor é o Rodrigo Bibo de Aquino, a quem eu consumo muita teologia através de seu podcast Bibotalk. E como tenho adotado uma resenha com base em parágrafos dos livros que tenho lido, aqui será mais uma:

"Com uma cosmovisão diferente da perspectiva do evangelho, a teologia da prosperidade distorce textos bíblicos para fundamentar suas doutrinas, abandona os princípios apostólicos e elementos importantes da Reforma Protestante". 

"Kenneth Hagin e a Confissão Positiva" (principal expositor que veio a gerar outros parecidos)

"Inserido no pentecostalismo, Hagin desenvolveu ainda mais o seu fascínio pelo sobrenatural, a ponto de se afastar de princípios básicos da fé apostólica, aproximando-se mais de práticas espiritualistas".

"Sua pregação (Hagin) não partia da exegese bíblica, mas do relato de suas visões dos encontros com Jesus."

"Kenyon trocou o poder da mente pelo poder da palavra... ...Ensinam que logos é a palavra falada por Deus em revelações e inspirações a uma pessoa em qualquer época." (Fazendo um adendo aqui, rhema e logos são a mesma tradução para palavra, sem nenhum efeito mágico como esses pregadores da prosperidade ensinam). 

Os pregadores neopentecostais dão uma enfase na ação do demônio e não no próprio pecado do homem.

"No Novo Testamento, a busca pela erradicação da pobreza continua e a solução proposta não é de ordem espiritual, mas social."

"Ele (Deus) é o doador de toda boa dádiva. Deus abençoa Seu povo para que esse abençoe quem precisa, gerando, então, louvores a Deus."

"Oferta como fruto de coerção não gera boa colheita."

"Então, que sejamos dizimistas e ofertantes, a fim de não deixar a avareza se apoderar de nós, e que sejamos senhores do nosso dinheiro; que ele nos sirva, e não o contrário,... ofertar com segundas intenções, do jeito que o diabo gosta."

Enfim, são pequenas frases que nos ensinam que a oferta é um louvor a Deus e se ofertamos com segundas intenções, ofertamos do jeito que o diabo gosta. O livro é curto, tem 32 páginas e você lê ele numa só tacada.




domingo, 16 de dezembro de 2018

RESENHA DE LIVRO: CHAMADO AO DISCIPULADO DE KARL BARTH


Não há como não se emocionar em ler esse livro. Embora Karl Barth tivesse sido liberal e com a Igreja na Europa perecendo no período pós primeira guerra, essa autor se converte e se torna um referencial da neo-ortodoxia. O que é a neo-ortodoxia? Falando de maneira simples e leiga é crer que a Bíblia é a Palavra de Deus mesmo com alguns erros. Logicamente, quem me conhece, eu busco ser ortodoxo, ou seja, eu creio que a Bíblia é a INERRANTE Palavra de Deus. Entretanto, isso não tira o demérito desse livro.

Karl Barth cria que o chamado de Deus era para todos, mas somente os discípulos são capazes de ouvi-lo. O seguir, até mesmo numa visão rabínica, era imitar ao Deus todo poderoso. 


..."é uma questão de seguir as qualidades ou atos de Deus:
  • Plantando a terra como Deus plantou o jardim do Éden
  • Vestindo a nudez como Deus vestiu Adão
  • Visitando o doente como Deus visitou Abraão
  • Confortando o triste como Deus confortou Isaque
  • Enterrando o morto como Deus enterrou Moisés" (página14)
Logicamente eu faço um adendo, pois a carta de Judas mostra o Arcanjo Miguel brigou pelo corpo de Moisés.

A pessoa pode rejeitar o chamado de Deus, como no caso do jovem rico, e quando alguém chamado por Jesus, não pode querer estabelecer regras para segui-Lo.

"Fé não é obediência, mas como obediência não é obediência sem fé, fé não é fé sem obediência. Elas andam juntas, como o trovão e o relâmpago em uma tempestade". (página 25)

O que me marca nesse livro que seguir a Jesus é seguir um caminho sem volta, ou seja, tomar a sua cruz. Fala contra a graça barata que é inimiga da Igreja do Senhor. E de que quando amamos nossos inimigos, logo, nos tornamos amigos.

O livro é curto e vale a pena a leitura. 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

RESENHA DE LIVRO: CONFISSÕES - AGOSTINHO DE HIPONA


 Confesso que quando comecei a ler esse livro até por curiosidade, até mesmo pelos reformadores já terem bebido da fonte de Agostinho, percebi que o livro se inicia com orações e eu querendo ler uma leitura mais leve, já imaginei que seria uma leitura pesada. Ler filósofos chega a ser cansativo, já li Maquiavel, Kierkeegard e por ser uma leitura densa, já cansa. Todavia, ao me aprofundar na leitura do livro, o autor mostra sua nudez diante de Deus e dos homens. Deus está no homem e o homem em Deus, e os primeiros anos de Agostinho até na infância, ele já trata do seu pecado. Da sua miséria diante do Senhor. Ele já fala que como pode ser o Reino de Deus das crianças se já na infância ele possuía tal maldade? Ele exalta o criador em cada estrofe do livro. Fala da relação da fé piedosa de sua mãe, sua aversão ao grego como estudo de Homero, mas da sua alma como um deserto ausente do Senhor. 
Na página 19 "A prodigalidade veste-se com a capa da liberalidade; porém só tu és verdadeiro e liberalíssimo doador de todos bens". Isso nos mostra que o diabo tenta ser um mero copiador daquilo que Deus nos dá, todavia, ele sempre virá com a conta no final. Em Deus, a dívida está paga em Jesus. Ele combateu também o maniqueísmo. Viu que embora os filósofos falasse a verdade, a verdade deles tinha um ir além, que é Deus. Outro ponto interessante é que ele relata que sua mãe, Mônica, orou 9 anos por ele. Isso nos ensina a nunca desistir de orar por alguém. A impressão do livro em si, me traz sobre o amor ao amigo em Deus. Agostinho nos traz a ideia de que amigos são um consolo de Deus. Fala do Deus de amor que resiste aos soberbos. De um Deus que está presente mesmo nos que se afastam Dele.
Ele trata de suas falsas ambições como uma alegria de mendigo perto da grandiosidade do que o Senhor pode propor, sobre reservar um tempo de oração e meditação na Palavra. Falou da separação com sua amante, tratou sobre o verbo de Deus que é Jesus.
Situações que me chamaram a atenção no livro é que Agostinho e amigos já foram numa arena assistirem a gladiadores se digladiarem e também em alguns lugares do império romano ainda terem cultos pagãos aos deuses. Isso nos ensina que as mudanças na história não são mágicas como propõem alguns, mas gradativas. Embora o cristianismo já tivesse se tornado a religião do Estado, até isso se consolidar levou um tempo.
Ele tratou da felicidade da busca no Senhor e que nem todos a alcançariam por rejeitar essa verdade. Da murmuração do povo no deserto por murmurarem, não contra Moisés, mas contra o Senhor. Sobre o mediador entre Deus e os homens tivessem tanto em comum com Deus e com os homens e isso estava perfeito na pessoa de Jesus.

"Levantas os que caíram, e os que graças a ti continuam eretos, não caem nunca". (página 129)

Falou da vontade imortal do Senhor, que não varia conforme o tempo, continua a mesma. Me admira como eu vejo tentando relativizar a Palavra de Deus só para quererem ser mais aceitos nesse mundo.

Concluo sobre o pensamento de Agostinho de que ninguém faz nada sem Deus. De que pode cair Roma, mas a Cidade de Deus nunca cairá. Uma excelente literatura para quem quer conhecer mais sobre esse Pai da Igreja.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

RESENHA DE LIVRO: CALVINISMO - ABRAHAM KUYPER


O livro é do teólogo calvinista e filósofo hirlandês Abraham Kuyper (1837-1920) que se envolveu intensamente nas áreas acadêmicas e políticas do seu país aplicando os princípios do Calvinismo, editor chefe do Estandarte e do Arauto, bem como membro do parlamento. O livro é muito bom, mas como a resenha é minha, prefiro substituir a Palavra Calvinismo por Cristianismo. Porque tenho resistência à essa palavra? Não! Jamais! Acredito que João Calvino fez a melhor interpretação das Escrituras já estudada. A minha substituição se dá porque o brasileiro é um idólatra passional por excelência. Nos meus 20 anos de caminhada com Jesus, já vi o brasileiro entrar na onda da unção do riso, do cai-cai, do relativismo, da teologia da missão integral e agora com a postagem atualizada, da reforma. Isso mesmo. O brasileiro evangélico tem idolatrado a reforma à ponto de acreditar que não existe vida cristã fora dela e dada essa pequena introdução, já começo a falar do livro. 

O livro nos fala do que deveria e deve ser a paixão de todo cristão - dar bom testemunho de Cristo. Nos mostra que no princípio de Calvino que é o "Soli Deo Gloria" é honrar a Deus em todos os departamentos da vida.
Ele apresenta que a fé cristão tem que ser um sistema de vida, religião, política, ciência, arte e o futuro. No âmbito da religião, o Calvinismo se vê diferente do Luteranismo, pelo fato de ser através dele que a reforma foi propagada.
O cristianismo se sobrepõe as crenças como o paganismo, islamismo e até o romanismo sobre a figura de Deus.
No panteísmo, deus se encontra na criatura, na forma da natureza, dos animais e com isso surgem os animismos que é referente ao paganismo.
No islamismo, Deus é todo poderoso, mas não se relaciona com o homem, se separa da criatura.
No romanismo, para se achegar a Deus, precisasse de sacerdotes e o colegiado.
No cristianismo, Deus é todo poderoso, mas Ele se relaciona com o homem.
A fé cristã através do Sola Scriptura faz marchar contra o espirito dos tempos, seja até mesmo um agnosticismo ou modernismo.

"Não é Deus quem existe por causa de sua criação; a criação existe por causa de Deus" página 56

O ponto de partida em tudo que fazemos é Deus e não o homem. A religião pro homem é de que ele tem que ser mediador para o próprio homem e na fé, o mediador é Cristo. O homem é um mero colaborador. O cristão autêntico se preocupa com testemunhar a Cristo. Deus nos regenera, - isto é, Ele reacende em nosso coração a lâmpada que o pecado tinha apagado.
O livro trata da Igreja Universal invisível, que é a congregação dos eleitos de Deus de todos os tempos, presente, passado e futuro e até da semente da eleição em crianças. Ela é uma comunidade de indivíduos regenerados e confessos. O cristão coloca a vida toda diante de Deus e isso é o que importa, ele serve como um diácono de Dele e sempre para a glória Dele.

Abrindo uma opinião minha, ao ler esse livro, entendo com mais clareza quando Augustus Nicodemus, pastor presbiteriano e calvinista, fala para a pessoa se analisar se ela é um calvinista de fato. O livro fala da doutrina da aliança, ou seja, batismo de crianças e creio que a maioria daqueles que ficam se identificando como "supostos calvinistas", tem uma fé mais confessional e o livro também fala do estudo ético baseado sobre a lei do Sinai.
Em se tratando de calvinismo, diferente dos anabatistas (em que os pentecostais emprestam muitas coisas), o calvinismo não se anularam do mundo. Iam ao teatro, prestavam serviço militar. Era entender que tudo que faziam, faziam para a glória de Deus. Não se opunham ao Estado em caso de ele estar certo. Se opôs a revolução francesa no sentido de que o homem estava sendo glorificado e não Deus. No que toca a ciência, entende que por ordenança de Deus, o homem sujeita a natureza e demonstrou amor pela ciência. Tem o dever de promover a justiça.
 No tocante, a existência do mal, o ensino da graça comum entende que Deus freia o mal e extrai o bem do mal. O cristão não rejeita a ideia de sua natureza pecaminosa, mas louva a Deus pelo que os homens possa habitar juntos.
Em se tratando de calvinismo, o calvinista não se apega somente a contemplação, e nem deixa todas as áreas da ciência nas mãos dos homens. Eles entendem pela Palavra de Deus que "devemos sujeitar a terra". Logo, não existe conflito entre fé e ciência, mas a busca do conhecimento da criação de Deus como um todo. Ele busca se aprofundar cada vez mais, é o "amar a Deus de todo o seu entendimento". Ele não reprime outros pensamentos, mas com erudição, apresenta bases contestatórias à outros pensamentos diferentes da fé. Se o cristão se abandonar somente a contemplação e não mostrar a glória de Deus para as demais áreas do conhecimento humano, ele não passará de um avestruz que enfiou a cabeça na terra e não como a águia que voa.
 No tocante a arte, o livro nos trás o Instinto Artístico como fenômeno universal e procedente do Espirito Santo, independente da crença do artista, pois é dom de Deus e faz parte da graça comum, logo a arte não pode se originar do diabo, mas como um ladrão, ele quer se apropriar dela. O livro traz uma crítica ao anabatismo por seu dualismo de obras de Deus e do mundo no tocante as artes.
A emancipação de Deus que algumas nações quiseram fazer, gerou uma degradação social, trocando a fé por religiões rousseaunianas ou darwinistas fazendo que as pessoas vivam coisas temporais e fecham seus ouvidos ao ouvirem os sinos da eternidade. Com isso, surgiram também os teólogos liberais que tiram a autoridade das Escrituras e só reconhecem o Cristo como um gênio religioso.

O autor fala do calvinismo, mas avisa que o calvinismo não supera as palavras do Ap. Paulo que é perfeita. Trata também da diferença Eleição x Seleção onde se bate o martelo de que o avivamento da vida não vem dos homens, mas de Deus. A derrocada moral da Europa com o rompimento com a fé cristã e os grupos liberais que não podem nem sequer serem considerados cristãos de fato e verdade, vendo o catolicismo como um aliado nessa luta.
O livro se encerra sobre o homem adotar uma religião nova, que é a de Darwin e Rousseau.

Na minha opinião, isso se faz muito recente nos dias de hoje, onde muitos fazem uma leitura de opressor nesses teóricos, mas não na da Bíblia. Leitura recomendada.


sábado, 8 de dezembro de 2018

RESENHA DE LIVRO: MOSAICO TEOLÓGICO (ESBOÇO DE DOUTRINAS CRISTÃS)


Sou ouvinte regular do podcast BiboTalk e vi no canal do youtube a propaganda desse livro que me chamou a atenção em ler. Prefaciado por Augustus Nicodemus, quando li o primeiro capítulo, pensei "mais um livro sobre o Credo Apostólico". Já tinha lido o Esboço de uma Dogmática do Karl Barth ao qual em breve, também farei uma resenha, achei que o conteúdo não seria diferente do que eu já tinha lido sobre. Teologia é falar sobre Deus e as coisas pertinentes a Ele (prefácio). A ideia do Credo é que num período em que iam surgindo diversas heresias sobre Jesus, a Igreja se viu forçada a criar o Credo no século IV para lhe dar um norte e vencer o arianismo que tirava a divindade de Jesus. No capítulo sobre Deus, aprendemos o quanto Ele se revelou ao homem pela natureza, pela moral já escrita no coração deles e a revelação especial pelas Escrituras. Ele se apresentou. Ele se nomeou. O interessante é que no Novo Testamento, o judeu já tinha a ideia de um único Deus, por isso já utilizava mais a palavra Deus e não necessariamente o nome, porque não acreditava na divindade de outros deuses. Pela fé, Deus criou o mundo. Jesus é o centro das Escrituras, é a centralidade da cruz. Satanás tenta lançar dúvidas sobre o lugar de Deus nos seus filhos como fez com Jesus no deserto, esse foi o cerne da tentação. A cruz é o maior símbolo do cristianismo. Pregamos o Cristo crucificado que é loucura para gregos e escândalo para gentios. A cruz é o resgate do pecador que somos. É na cruz que a fraqueza se torna forte. É na ressurreição de Jesus que a Igreja surge. O Espirito Santo é o consolador enviado por Ele para Sua Igreja. Ele é o santificador e embora sejamos regenerados com a obra expiatória de Jesus, a santificação é um processo diário até o nosso último dia. Ela não é requisito da salvação, pois isso pertence a Deus, o cristão se santifica para ser sal da terra e luz do mundo. O livro trata também da Igreja que é universal, una e santa. É a congregação dos pecadores em busca de Deus que os santifica, logo, ela é santa porque não é de seres humanos, mas de Jesus Cristo. A reforma trouxe um impulso a formação de denominações que consolidaram em confessionalidades. E com as ortodoxias, surgem as ortopraxias. Aprendi também que a palavra exortação quer dizer encorajamento. O livro traz a Esperança Cristã da ressurreição dos mortos e da vida vindoura, "Karl Barth disse que Deus é a negação do tempo, pois ele possui a Eternidade"(pág.89). E por fim, as Escrituras que são a nossa regra de fé. Um cristão autêntico crê na infalibilidade das Escrituras, pois elas são inspiradas pelo próprio Deus. Vivemos numa época da negação da verdade absoluta, substituindo-a por uma relativa e um arcabouço de verdades, o que não é verdadeiro. Ela se mantém inalterável e nisso o cristão tem que se manter firme.  O PDF possuí 103 páginas e a leitura é rápida e de fácil entendimento. Procure na BTBooks. 


sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

RESENHA DE LIVRO: OS 100 ACONTECIMENTOS MAIS IMPORTANTES DA HISTÓRIA DO CRISTIANISMO: Do Incêndio de Roma ao Crescimento na China


Esse livro é muito importante para quem não tem tempo de se aprofundar num estudo mas pode adquirir uma noção de conhecimento da história da própria fé. O autor quis partir daquilo que não estava registrado nas Escrituras, que como o próprio título indica, se inicia do incêndio de Roma. Vou deixar um breve relato dessa resenha de livro:

*Roma é incendiada por Nero e ele acusa os cristãos de serem os responsáveis pelo delito, logo, eles eram perseguidos pelo império romano, sendo que o cristianismo foi considerada uma religião ilegal por ser considerada "ofensiva". Houve um tempo que Roma achava que o cristianismo era mais uma seita judaica, mas percebendo o repúdio que os judeus tinham pelos cristãos, ela começou a enxergar de maneira hostil a fé cristã, essa que não estava disposta a compartilhar suas crenças com outros deuses. logo, em 68, os filhos de Deus eram crucificados, atirados as feras. Tertuliano disse que o "sangue dos mártires é a semente da igreja".
*Tito destrói Jerusalém, numa revolta iniciada em consequência de Géssio Floro odiar os judeus e amar o dinheiro e com isso, na entrada baixa de impostos, se apoderava do tesouro do templo. Isso fez os revoltosos, inspirado pelos antigos macabeus, a enfrentar Roma. Os zelotes venceram os Romanos, só que eles não tinham noção do que era enfrentar um império. O ataque a Jerusalém começou com Vespasiano, mas esse para assumir o papel de imperador, nomeou seu filho Tito, que por fim, conquistou Jerusalém e destruiu o templo. Esse foi o marco do fim do Estado Judeu até os tempos modernos. Os cristãos fugiram de Jerusalém assim que viram os exércitos romanos cercarem a cidade ao se lembrarem da advertência de Jesus (Lucas 21:20-24).
*Justino Mártir era estudioso em filosofia e encontrou um cristão idoso que lhe ensinou sobre as profecias judaicas e seus cumprimentos em Cristo e com isso, se tornou um dos primeiros apologistas cristãos para o mundo romano e para ele, toda a verdade que buscava, era a verdade de Deus. Sempre argumentou em favor da fé, discutiu com Marcião, líder gnóstico. Sua frase "Vocês podem nos matar, mas não podem causar o dano verdadeiro". Foi decapitado junto com outros 6 cristãos, logo viria a alcunha de mártir. 
*Policarpo foi martirizado e sua história anterior é que até seus captores não queriam fazer isso, devido ele ser um homem bom e amável. Os romanos o forçavam a dizer que César é o Senhor para que ele salvasse a si mesmo e esse homem se manteve firme. Detalhe: os cristãos eram chamados de ateus por não se renderem ao culto ao imperador e as divindades romanas. A tradição aponta que Policarpo estudou com o Ap. João e combatia também os falsos apóstolos, ou seja, aqueles que andaram ou sequer viram com seus olhos Jesus, requisito bíblico para ser apóstolo. Era testemunha fiel da sua fé e sempre pediu audiência para explicá-la. Foi martirizado na fogueira, e alguns alegam que seu sangue apagou o fogo que não consumiu seu corpo. Com isso, surgiu o culto aos mártires querendo adquirir relíquias deles. Muitos tiveram sua fé fortalecida. 
*Irineu, bispo de Lião, combateu as heresias propostas pelo gnosticismo, que se propunha ser uma crença cristã, mas negava muitas coisas sobre Cristo. Autor da obra "Contra as Heresias", também foi próximo de Policarpo. 
*Tertuliano começa a escrever livros cristãos, sua origem é africana, aplicou filosofia grega em seus escritos, mas escrevia em latim. Autor da frase "O sangue dos mártires é a semente da Igreja". Trouxe a doutrina da Trindade em que Deus é a única substância em três pessoas e sua ideia de substância era o de direito à propriedade. Diferente de Cipriano, os bispos não tinham o poder de absolver pecados, como era proposto. Cria que os bispos davam continuidade a sucessão apostólica em ensinar os mandamentos de Jesus. Cria no sacerdócio de todos os crentes, como Lutero. 
 *Orígenes, intelectual, escreveu muito conteúdo bom para a fé e também muita heresias. Era admirado por cristãos e pagãos, mas por adotar filosofias platônicas, escreveu também muita coisa contrária a fé. Se esforçou para que a Igreja de Cristo fosse respeitada perante os olhos do mundo com sua erudição, foi perseguido e condenado a morte em uma estaca por Décio, mas a morte o imperador impediu que isso se consumisse. Foi o pai da ortodoxia e das heresias. 
*Cipriano escreve a Unidade da Igreja e fortalece a ideia de que os bispos são o caminho até Deus e que o Espirito Santo trabalha através deles. Nada de novo debaixo do céu. Desejava a unidade da Igreja e ignorava a teologia (nada de novo também). Ele não sofreu perseguição, mas desejava a Igreja unida. Suas afirmações: "Fora da igreja não há salvação" e "Ninguém pode ter Deus como Pai se não tiver a igreja como mãe". 
*Antão se torna eremita e acaba sendo o pai dos monastérios. Queria tanto amar a Deus que se isolava do mundo e ainda assim, as pessoas iam ter conselhos com ele, devido ao seu desejo desenfreado por santidade. Foram as palavras de Jesus ao jovem rico que o mudaram. Original do Egito.Combateu as heresias arianas, do bispo Ário. A filosofia de Antão de se afastar do mundo foi combatida pela Reforma. Antes de morrer, pediu que ninguém soubesse onde era seu túmulo. 
*Constantino se converte e se torna o primeiro imperador cristão devido à uma visão, recebeu para colocar nos escudos dos seus soldados o XP, as duas primeiras letras da palavra Christos, em grego. para vencer uma batalha. E com a vitória, o cristianismo recebe privilégios, constrói templos e a fé para de ser perseguida. 
*O Concílio de Nicéia determinou o fim das heresias de Ário que dizia que Jesus era um ser criado e só Deus era imortal. Apresentou que Deus Pai e Filho são um único Deus e estabelecem seu credo. 
*A carta de Atanásio reconhece o cânon do Novo Testamento. Logicamente que quando Paulo afirmou que toda Escritura é inspirada com Deus, ele se referia ao Antigo Testamento, mas como as cartas apostólicas edificavam a Igreja, elas acabaram sendo reconhecidas também.

*O bispo Ambrósio desafia a Imperatriz, mãe do imperador Valentiano, a não deixa-la entrar na catedral de Milão e introduzir as heresias arianas e eles se depararam com uma fé inabalável. Era compostor de louvores. Agostinho de Hipona se converte por ajuda de um dos ajudantes de Ambrósio. O homem era tão firme que já chegou até a excomungar o imperador Teodósio por conta de uma atitude de mandar massacrar os cidadãos de Tessalônica.
*Conversão de Agostinho de Hipona se deu quando ele leu Romanos 13. 13, 14 e já estava cansado de uma vida devassa. Se apegou a fé, combateu Pelágio em afirmar que toda bondade só nos poderia ser dada por Deus e ninguém poderia escolher o bem se não fosse dado por Deus.
*João Crisóstomo se torna bispo de Constantinopla. Enfatizou a humanidade de Cristo.
*Jeronimo traduz a Bíblia da septuaginta (tradução do antigo testamento para o grego) para o latim, também chamada de vulgata. Ele acabou também traduzindo os apócrifos, pois estavam em grego. Foram considerados apenas leitura para edificação e não como doutrina.
*Patricio evangeliza a Irlanda. Teve problemas com os druídas, mas sua evangelização alcançou os corações deles. O Concilio da Calcedônia estabelece a humanidade de Cristo. Bento estabelece a ordem monástica. Columba evangeliza a Escócia. Gregório I se torna papa. Beda, o Venerável, é historiador da igreja. Seu foco foi em registrar a história da igreja de maneira minuciosa.
*A Batalha de Tours expulsa os Islâmicos do Ocidente. Coroação de Carlos Magno. Poderia listar muitas coisas, mas o que me chamou a atenção foi a incursão do Papa Urbano II ter promovido as primeiras cruzadas no intuito de unir cristãos que guerreavam entre si, pois eles eram nominais. Ao criar um inimigo em comum, os muçulmanos, houveram diversas disputas e as criações das ordens templárias. O monastério eram para aqueles que se desejavam se afastar do mundo e viver santificação. Surgem também as universidades. Houveram cismas entre as igrejas do ocidente e do oriente e com isso, não houve reconciliação. Os surgimentos dos Valdenses por Pedro Valdo, aos quais foram muito bem aceitos pelos protestantes, Francisco de Assis e a ordem franciscana, Catarina que impediu o cisma na igreja católica, pois havia um papa na França e outro em Roma, As Institutas de Calvino que foi a base de estudo da fé protestante, o anglicanismo e a tradução da bíblia King James, a Confissão de Fé de Westminter que é a base da igreja presbiteriana, formada pelos puritanos que queriam uma reforma dentro da igreja anglicana. O surgimento das denominações anglicanas, pentecostais, batistas. O exemplo de político cristão que foi Wiberforce que lutou contra a escravidão negra. Os pensadores e sua teologia, como Calvino, Wesley, Finney, Moody, Kierkegaard ... As missões na China e demais países. Só posso indicar a leitura porque se eu resenhar mais, será um texto extenso.


Vale muito a pena ler esse livro para conhecer a história da nossa tradição cristã e depois, se aprofundar nos fatos.


segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

RESENHA DE LIVRO: A DOUTRINA DA ELEIÇÃO - JOÃO CALVINO


Excelente pensamento teológico de João Calvino, esse homem de Deus não aceitava a ideia do nome teologia calvinista, preferiu teologia reformada. Em sua morte, não quis o seu nome numa lápide para que ninguém idolatrasse seu corpo, pois desejou toda glória a Deus. 

O que me agregou nesse livro é que Deus não esperou nenhuma boa obra do homem para que Ele pudesse escolher. Afirmar que o homem escolhe Deus é afirmar que existem méritos na conversão, logo, sabendo que Nele não existem méritos, o homem faz a Bíblia mentirosa em afirmar seus méritos de escolha. Quando se afirma que Deus escolheu Jacó e não Esaú, diz-se que Deus previu. Ora, conforme o autor, isso é especulativo, pois as Escrituras afirmam que Deus escolheu. Se a autoridade do Ap. Paulo fosse abolida em afirmar que Ele nos elegeu antes da fundação do mundo, logo, a Bíblia toda teria que ser abolida também. 

Esse livro me mostrou que se Jesus fosse tirado de nós, logo Deus seria juiz. Mostra que é certo que Deus nos ama em entregar o Cristo. E uma vez salvo, salvo para sempre, todavia, salvo para a santidade, pois a atitude de um salvo é se santificar, essa que só provém também do próprio Deus.

Cito um parágrafo das págs. 7 e 8:

"Não devemos falar precipitadamente da Eleição de Deus, e dizer, que somos predestinados; mas se vamos estar seguros da nossa salvação, não devemos falar levianamente dela; se Deus nos tomou por seus filhos ou não. Que faremos então? Olhemos para o que está estabelecido no Evangelho. Ali Deus nos mostra que Ele é nosso Pai; e que Ele vai nos levar para a herança da vida, depois de ternos selado com o selo do Espirito Santo em nossos corações, que é um testemunho incontestável de nossa salvação, se nós a recebermos pela fé".

Entendi que o Evangelho é pregado a pessoas que já são reprovadas, mas quando recebemos a Doutrina de Deus, com obediência e fé, descansamos em suas promessas, ficamos certos da Sua eleição. 

Outros podem afirmar que a salvação é pela fé, mas quem é que nos dá essa fé senão o próprio Deus?

 E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna. 

Atos 13:48


Cito um parágrafo da página 10:

"Portanto, a eleição de Deus está muito longe de ser contra isso, pois confirma o testemunho que temos no Evangelho. Não devemos duvidar, que Deus tem registrado os nossos nomes, antes que o mundo fosse feito, entre os Seus filhos escolhidos, porém o conhecimento certo disso Ele reservou para Si mesmo". 

Aprendi que é Deus que nos atribui a fé para que creiamos no Evangelho. 

Os antigos, antes de Jesus, pela fé atribuída por Deus suportaram o mal do mundo e nós, como cristãos que recebemos a revelação do Pai sobre Jesus, temos que ser tão firmes quanto eles. Isso só me ensinou que temos que ser constante na fé. 

Recomendo a leitura, mesmo que você tenha uma posição diferente. 


Deus abençoe. 

domingo, 25 de novembro de 2018

RESENHA DE LIVRO: "EM GUARDA" - WILLIAM LANE CRAIG


Fiquei curioso em ler um livro de apologética de um dos maiores apologetas de nossa época - William Lane Craig - que foi indicação de Lucas, baixo e vocal da banda JCHC Archote. Fiquei curioso, pois me alegaram que esse homem trouxe Deus de volta para a Universidade, local cada vez mais ateísta ou de influência de esquerda. Já o prefácio do livro começou arrebentando sobre o discurso de Craig - A criação do Universo aponta para um Criador; Ele possuí um design inteligente; Valores Morais objetivos; Evidências históricas em favor da ressurreição (túmulo vazio, testemunha ocular, morrer pela fé - meu acréscimo) que prova a divindade de Jesus; Deus pode ser conhecido e experienciado de forma imediata. Sobre a existência do mal, não podemos afirmar que o mal existe sem afirmar a moralidade dada pelo Criador. O que impressiona é que todo aquele que crê e pratica as Palavras do Rei tem a verdade do seu lado. 
O foco do livro é nos ensinar a explicar a razão de nossa fé com mansidão e amor (1 Pe 3:15), não esperando que alguém se converta com isso, pois é trabalho do Espirito Santo, mas fazermos de nós pessoas que não temem argumentar com ateus ou agnósticos. 

Menção sobre Apologética:
"A palavra apologética vem do grego apologia, que significa uma defesa, como a que se faz nos tribunais. A apologética cristã envolve fazer a defesa da verdade da fé". A apologética é bíblica, pois o apóstolo Paulo a defendia diante de judeus e gregos. Ela é importante porque "influencia a cultura (combate o secularismo que é uma cosmovisão que não abre espaço para o sobrenatural); fortalece os que creem (os ajudam a combater o relativismo) dando força aos pais para ajudar na criação dos filhos, a estarem sempre prontos para dar força à eles; ganhar os incrédulos - e o maior deles se tornou o maior evangelista - C.S. Lewis".

 A ideia é mostrar também o quanto crer em Deus é relevante para as nossas vidas hoje. O livro fala de Sentido, Valor e Propósito e caso Deus não exista, então isso não deve existir. E se Deus não existe e tudo não passa de um nada, então, não se deve deixar marca alguma nesse mundo, que conforme cientistas também orientam, vai deixar de existir. Se a vida acaba num túmulo, não faz o menor sentido viver como um Stalin ou uma Madre Teresa, pois os dois estão no mesmo patamar. Sem imortalidade, não há o que se importar com valor moral. 

Dentro das premissas que aprendi em lógica jurídica na faculdade, para a construção de um argumento, observo no livro:

1 - Tudo que existe tem uma explicação para existir.
2 - Se o universo tem uma explicação para existir essa explicação é Deus.
3 - O universo existe.

Se eu afirmo que o universo existe como conclusão de duas premissas, logo afirmo a existência de Deus como verdadeira. .

O universo não pode se criar, pois eu tenho que alegar que existe um universo maior. Mas e Deus? Quem criou Ele? Se Ele é eterno, no eterno não se cria. Se auto-existe em si, senão, caso contrário, terei que falar que um Deus maior criou Deus. 

Até os filósofos gregos, aos quais contribuíram para muitas ciências conhecidas hoje, criam que existia propósito na existência. Sem propósito e sem esperança, como já diria Sartre, só nos resta o desespero. 

Como ateus afirmam que o universo surgiu do nada, logo eu penso que tem que ter uma fé muito maior do que acreditar em Deus. Porque tudo tem um início, tem um meio e tem um fim. Até cientistas sabem que esse mundo terá um fim.

Al-Ghazali, teólogo muçulmano do século XII, pontua nas premissas abaixo:

1 - Tudo que começa começa a existir.
2 - O universo começou a existir.
3 - Logo, o universo tem uma causa.

Entendo que tudo o que começa, não começa a existir do algo. Alguém sempre dará um start, um início, por isso, que na minha opinião, afirmo:

"No princípio criou Deus o céu e a terra".

Gênesis 1:1

A Bíblia pode não ter uma linguagem científica, como alguns querem que ela tenha, pois ela utiliza a linguagem do autor que a escreveu na época, nesse caso, a autoria do Gênesis atribuída a Moisés, mas com uma lógica sem igual - tudo surgiu de algo.Defender que o universo foi criado do nada é uma falácia porque o nada é aquilo que a própria palavra diz - "nada". Um nada não cria. Um nada não existe.

Tudo tem uma causa para existir e com certeza, até com base na teoria do "Big-Bang", alguém acendeu essa bomba - e esse alguém é Deus. E o tempo começou a existir quando Deus criou o mundo e o universo, logo não existe tudo existir num infinito. Tudo começa, tudo tem meio e tudo tem um final. O universo não causou a si mesmo. Para o universo criar a si mesmo, ele teria que existir antes.

Aprendo que se Deus não existe, não deve existir uma moralidade como parâmetro. Tudo é relativo.

Deixo essas premissas e conclusão:

1 - Se Deus não existe, também não existem valores morais objetivos nem deveres.
2 - Valores morais objetivos e obrigações existem.
3 - Logo, Deus existe.

O relativismo acha errado uma pessoa crer em verdade absoluta. Na minha opinião, até quem crê em verdade relativa, acaba absolutizando-a. O bom e o mau estão ligados a valores e o certo e errado estão ligados ao fato de ser obrigatório.
Os valores morais objetivos exigem a existência de Deus porque se formos colocados no mesmo nicho que animais, logo seremos seletivos e isso é uma grande contradição. Os deveres morais objetivos exigem a existência de Deus.

Uma falha do argumento ateísta é trazer uma negativa universal, logo, por ser negativo, não se pode provar nada. Alias, a pergunta é ao invés de querer provar que Deus não existe, procure uma prova de que Ele exista.

No tocante ao sofrimento, os pensamentos de Deus estão acima dos nossos, logo entendo que o sofrimento nos aproxima Dele. O principal propósito da vida não é a felicidade, mas sim o conhecimento de Deus. O sofrimento humano inocente nos proporciona uma ocasião para sermos mais dependentes de Deus. É no sofrimento que a Igreja de Cristo se expande. O propósito de Deus não está restrito a esta vida, mas transborda para o além do túmulo, alcançando a vida eterna. 

Aprendi nesse livro é que nós não devemos nos calar diante de bobagens proferidas por "papagaios". Até os historiadores mais críticos admitem a ressurreição de Jesus. E quem nega a existência de Deus, que tenha o ônus da prova, pois é isso que deve ser feito. Os Evangelistas tem confiabilidade histórica. Vemos que Deus é tão real que até os fatos ruins com os heróis da fé não deixaram de passar em branco. Questione-se: a história é contada pelo lado vencedor, logo, é feito a melhor história sobre tal assunto.

A divindade de Jesus foi reconhecida por judeus, sendo esses verdadeiros monoteístas, até mesmo o mais ignorante deles. Alguns tentam dizer que o Jesus ressurreto era só uma visão, ao qual é impossível diversas pessoas terem a mesma visão, mas todas as testemunhas viram o Cristo encarnado, inclusive mulheres, essas que não eram contabilizadas na sociedade patriarcal.

As vezes, por sermos particularistas, ou seja, cremos em uma só verdade, o pluralismo se torna agressivo, pois segue aquela ideia de diversos caminhos da montanha para se levar até Deus e o cristão é particularista. Muitos até debocham da fé por conta da questão cultural de cada país, pois cada país teria a sua religião. Entretanto, sabemos que em Romanos, Deus também disse que julgaria o homem que se achegaria a Ele através da Natureza, ou seja, se um índio reconhecesse que não haveria diversos deuses, mas que um "Grande Espirito" tivesse feito tudo aquilo. Logo, por essa verdade bíblica não existe o mito do índio inocente.
Se o pluralista crê que o particularista é arrogante por achar que só ele é correto, logo não seria ele arrogante também em crer que ele é o certo?

Deus não julga as pessoas que nunca ouviram falar de Cristo com base no fato de elas terem ou não depositado sua fé em Cristo. Ele as julga com base na luz da sua revelação geral na natureza e na consciência que elas de fato possuem. Exemplo: Jó e Melquisedeque que nunca fizeram parte da aliança com Abraão, mas creram num único Deus.  Observações minhas: Aristóteles e Sócrates numa sociedade politeísta grega creram num único Deus.

E tem mais, Deus nunca seria injusto, pois Ele sabe quem creria em Jesus ou não mesmo que essa pessoa ouvisse falar do Filho Dele. Logo, Ele fará o julgamento com base na revelação geral da natureza e na consciência do indivíduo.

E com isso, encerro a resenha desse livro. Espero que possa abençoar cada leitor e até despertar em vocês o interesse de conhecer o livro.

RESENHA: CURSO VIDA NOVA DE TEOLOGIA BÁSICA - INTRODUÇÃO À BÍBLIA - R. LAIRD HARRIS

Esse livro é sensacional pela sua linguagem simples e seu início "TODOS OS CRISTÃOS PRECISAM DE TEOLOGIA".  Eu acredito nis...