terça-feira, 29 de janeiro de 2019

O EVANGELHO SEGUNDO OS SIMPSONS - MARK L. PINSKY (RESENHA)


 Confesso que li as resenhas desse livro e não vi tão pessimismo assim como as que li. Sim, o livro é um conjunto de repetições do que ocorreu nos programas exibidos e ele tem foco no relacionamento da família Simpson com Deus. E como eu procuro enxergar a arte além da arte (influência do calvinismo na minha vida), vou também expor meu ponto de vista sobre esse livro que estou relendo. 
 Como já retuitei por aí, cada um enxerga a Cristo à partir da sua própria concepção e poucas vezes, da concepção bíblica e os Simpsons não fazem diferente. Exposições de fé com base em obras e não em graça, até Ned Flanders faz, embora ele seja amável e preferível ter ele como vizinho do que Hommer Simpson. 

Alguém pode criticar que o Flanders é tipificado como bobo, mas eu digo de volta: E qual personagem não é? É um humor caricato com todos os personagens. Mas olhemos a fundo: Quantos milagres Hommer recebeu por oração e isso não o tornou um homem de fé? Quantas pessoas são assim em nossos dias? Como a primeira geração do povo do deserto, enxergam milagres mas não pisaram na terra prometida.

O impressionante é que Deus atende todas as orações dos Simpsons como atende as nossas, só que nem sempre a resposta será sim, mas um não. Por que acredito nisso? Porque todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus conforme o Seu propósito. Uma coisa que também temos que concordar que mesmo com todo o humor, Deus está sempre à mesa dos Simpsons, vide as orações. Teve aquele episódio do Bart orar a Deus falando até dos seus defeitos e quantos crentes não oram assim? Acredito que tempos que sugar o melhor de algo. 

Uma frase memorável do livro:

"...mesmo com as melhores intenções, se o evangelismo for manipulado, não é verdadeiro." (página 70)

Aprendi que existe um código de ética de Hollywood em desuso, que dos anos 30, que fala sobre não denegrir a religião. Isso foi interessante, visto que não vemos isso hoje. O livro mostra que se tivéssemos uma educação religiosa, provavelmente seríamos mais amigáveis, reduziriam os crimes e saberíamos como educar melhor os filhos. 

Trata também do Reverendo Lovejoy (Amor e Alegria) que tem uma filha típica de pastor (ou pelo menos, generaliza) de que filhos de pastores não são filhos de peixe na sua maioria. Nos alerta também em a Igreja não ser uma obrigação, mas uma ajuda. Isso me faz lembrar daquilo que Jesus nos orientou que o sábado foi feito para o homem e não o contrário. 

No capítulo que trata sobre a alma, lembro do episódio que o Bart vendeu para seu amigo Milhouse. E sobre as implicações do inferno. Cita uma frase do Papa João Paulo II que o "inferno é um lugar onde as pessoas se separaram de Deus e que é um lugar natural para onde as pessoas vão das quais não se arrependeram dos seus atos". 

Vemos na série a luta contra o adultério em casos de Homer e até mesmo Marge, mas no final, os valores da fidelidade conjugal serem preservados. 

O livro trata de seus personagens que não tem relação com a fé cristã como Apu (Hinduísmo) e Krust (judaísmo). Sobre o Judaísmo, o enfoque maior foi sobre a relação de Krust com seu pai, o rabino, que não estava muito boa porque Krust não quis seguir a tradição rabínica, mas ser palhaço. No que toca em relação a humoristas judeus, eles costumam passar sabedoria através do humor.

 Concluo com essa resenha que a obra exageram nos estereótipos e isso é o objetivo do seriado como qualquer outra arte, você pode Receber, Rejeitar ou Redimir. Na maioria das vezes, prefiro Receber e Redimir.

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