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sexta-feira, 10 de maio de 2019

O SAGRADO E O PROFANO NA CULTURA POP DE ABNER MELANIAS (BT BOOKS)


 Esse livro me surpreendeu. Confesso que quando eu vi ele disponível no site do Bibotalk e por já conhecer o podcast, imaginei que seria apenas mais um livro que gosta de pegar a cultura pop e observar a presença de Deus ou tirar alguma teologia. Não. O livro é um ensaio que apresenta a sacralização da cultura pop não mais pautada por normas, mas por ofertas ao freguês.
Sabemos que hoje o sagrado deixou de ser cosmovisão e foi relegada apenas a uma confissão, a cultura pop tenta passar uma sacralização da ideia do artista. A cultura pop trocou os mitos que as pessoas adoravam divindades em troca de algo para mitos que as pessoas de alguma forma se espelham. Confesso que em algum momento, me vi incomodado no quanto se é tratado os filmes de violência como a valoração da violência como bem viável. Por quê me gerou esse incomodo? Me converti em ambiente pentecostal (ainda me vejo como um que gosta e muito da fé reformada) e já ouvia falar que assistir filmes de terror é ministração demoníaca que entra dentro da sua casa, logo da mesma maneira que você gosta de se relacionar com a violência, no caso de filmes de terror você gosta de se relacionar com o diabo. Se essa foi a ideia do autor ou não, isso não invalida a obra que nos mostra o quanto as pessoas criam novos deuses e procuram se espelhar neles. Todavia, eu ainda fico com as máximas bíblicas:

Examinai tudo. Retende o bem.

1 Tessalonicenses 5:21

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.

1 Coríntios 6:12

Você pode encontrar o livro no site do Bibotalk. Como você já é grandinho, dê um google.  

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

RESENHA: 38 ESTRATÉGIAS PARA GANHAR QUALQUER DEBATE DE ARTHUR SCHOPENHAUER


Esse livro é uma indicação de um querido inscrito do canal e logo fiquei curioso. Confesso que o livro traz técnicas muito boas e outras nem tanto assim ao qual já percebi em alguns vídeos respostas de um canal do youtube para o outro usando argumentos contra o debatedor e não contra a ideia, ora usando também falando de um assunto que não tem nada haver com que o outro disse. E o pior: tem gente que compra isso. Infelizmente, hoje, ninguém mais debate no intuito de buscar a verdade, mas de ganhar essa peleja como se fosse um cavaleiro templário ou algo do tipo. Portanto, como eu conheço de debates, a minha preferência não é convencer meu oponente, mas quem me assiste. 
Uma técnica do debatedor é relativizar o assunto do oponente tirando a questão de certo ou errado. Schopenhauer nos brinda com algo que eu já acredito faz muito tempo desde que comecei a beber e muito da teologia reformada: a natureza perversa do ser humano. Eu repito isso porque a verdade não se busca mais em debates, mas quem deve ganhar. Usa-se de dialética erística que é a arte de discutir a modo de se ter razão. 
Logo, você vai ver estratégias como generalizar as afirmações do oponente, mudar os significados das palavras chaves com outra afirmação, provocar a raiva dele para que ele se desestruture, induzi-lo a algo e evitar repetir a questão de novo. A que eu mais gosto e que hoje, não cola mais, é querer usar a exceção para destruir a tese. Essa, os defensores da esquerda gostam de fazer. Usam a exceção do malfeitor que se recupera para suavizar com os outros. Como eu gosto quando alguém apresenta isso pra mim...

Outro que eu gosto e muito é que eu não preciso convencer meu adversário, mas quem me assiste. Invalide também a teoria pela prática. Eu vi também aquele esquema de "meter o louco". Como assim? Quando você não tem ideia para se defender, cite um livro que você nunca leu e um autor que você nunca viu, pois ninguém vai ter o dito livro por perto, gerando dúvidas no debatedor contrário. 

Mas para qualquer oponente que quer atacar seu passado, sua pessoa no intuito de descarrilhar o assunto, puxe-o de volta com a resposta "não é esse o assunto que está sendo discutido em voga". 

Como todo livro, extraio algo de bom e gosto de compartilhar esse conhecimento com vocês, caros leitores. Está ai minha impressão particular do livro. 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

RESENHA: AS 48 LEIS DO PODER - ROBERT GREENE


É um livro curto e li de maneira rápida. Francamente, em alguns momentos, eu o achei luciferiano. Mas como sempre, vendo a arte além da arte e afirmo que tirei algum proveito dessa literatura de Robert Greene e o que me despertou a curiosidade de ler a obra foi ter assistido a série Luke Cage em que o vilão Cascavel citava a Bíblia e esse livro. Nisso, me despertou o interesse. E digo mais - você pode usar essa obra para se proteger de gente ruim. Em momentos, o livro vai te ensinar a não se mostrar muito inteligente para pessoas hierarquicamente acima de você devido a elas temerem isso e com isso, tentarem te sabotar como em alguns momentos, você mostrar que tem tudo sob controle, mesmo não tendo. Isso traz confiança das pessoas. 
A obra traz sobre não confiar demais em amigos para que esses não fiquem com inveja de você e te traiam posteriormente e a usar os inimigos fazendo deles ex-inimigos. Deixe suas intenções ocultas para ninguém preparar defesas para você, fale menos do que necessário, não se exponha demais e ao mesmo tempo chame a atenção (a velha máxima de quem não é visto, não é lembrado). 
Acho luciferiano no que tange a fazer as pessoas trabalharem por você e você ficar com os créditos, isso na minha opinião, faz acabar com o trabalho em equipe. 
Outras dicas: Use honestidade seletiva para desarmar o outro, faça negócios que ambos os lados fiquem bem sem apelar para o vitimismo. Evite se comprometer com alguém ou ficar com o rabo preso. Se ficar de rabo preso, solte-o da porta. A ousadia é importante. Faça também suas conquistas parecerem fáceis (o que não é) ao mesmo tempo que não pareça ser perfeito, as pessoas tem raiva disso. Seja aristocrático.

Uma coisa que sempre gostei e sempre procurei aplicar até em trabalho: NÃO ULTRAPASSE A META. NA VITÓRIA, APRENDA A PARAR.

Isso eu trago desde que comecei a trabalhar com metas. Se você entrega mais, vão querer mais e se você não atingir, vão querer teu escalpo. É melhor ter elogios mensais do que apenas um mês e depois, ser lembrado por fracassos.

Eu espero que nessa resenha, possa ter agregado em algo. 

RESENHA: CURSO VIDA NOVA DE TEOLOGIA BÁSICA - INTRODUÇÃO À BÍBLIA - R. LAIRD HARRIS

Esse livro é sensacional pela sua linguagem simples e seu início "TODOS OS CRISTÃOS PRECISAM DE TEOLOGIA".  Eu acredito nis...