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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

RESENHA: MISSÃO INTEGRAL EM POUCAS PALAVRAS DE RODRIGO BIBO DE AQUINO



 Confesso que ler esse livro me fez ter uma perspectiva diferente, todavia, ainda tenho críticas à ele porque a Missão Integral no Brasil não mostra nada do que me foi apresentado nesse livro. Esse livro me mostrou a missão da Igreja que já, de certa forma, tem feito isso. A TMI aqui no Brasil tem mostrado mais um vínculo partidário de esquerda que foge de princípios bíblicos, seus expositores apresentam-se acima do bem e do mal além de uma exaltação ao marxismo cultural de maneira forte como querer criar frentes separatistas do corpo de Cristo como o "nós versus eles" dentro do próprio corpo. E o que seduz os crentes desavisados com ela até a ponto de escolherem a esquerda? A ideia de ajuda dos pobres (o que sempre foi pauta da Igreja cristã e se ela não faz isso, ela está fora da propósito de Deus, que não é só cuidar dos pobres, mas abrir o coração dos ricos para Deus). Logo, na minha opinião, tem caído e muito em descrédito e toda vez que alguma teologia quer se apresentar como a verdadeira bíblica, já olho com um olhar de suspeita. Meus pressupostos não são 100% corretos e por isso, me abro para enxergar a fé cristã fora do meu arraial religioso sem abandonar os princípios basilares da fé e do Credo Apostólico, visto que a TMI se propôs a querer trazer uma "nova teologia" do ponto de vista latino. E como toda resenha, pincei alguns pontos do livro que me chamaram a atenção:

"...missões é sempre um desafio, visto ser a velha mensagem em um novo contexto."

"...o fazer missão não pode considerar somente a realidade interna do indivíduo, mas a realidade externa que o cerca."

"No ponto sobre a responsabilidade social da igreja, o Pacto de Lausanne afirma a condição soberana de Deus sobre a criação e a Sua justiça."

Lausanne deixou claro que a responsabilidade social não é igual a salvação, "mas a salvação é a libertação do mal onde quer que ele atue".

*Teologia da Libertação é igual a Teologia da Missão Integral no tocante a justiça social, só não são em suas teologias, sendo uma católica e a outra protestante. A primeira gerou influência na segunda.* 

"...Deus é o Criador e juiz de todos os homens. Portanto, deve-se partilhar a sua vontade pela justiça e reconciliação em toda a sociedade humana, e pela salvação dos homens de todo tipo de opressão."

Em suma, tudo que escrevi na introdução acima, quando você lê um livro, em comparação ao que vemos na prática, parece um livro cristão com os basilares da fé, mas a TMI de hoje, com seus representantes, não têm mostrado isso.  


domingo, 9 de dezembro de 2018

RESENHA DE LIVRO: A IMAGINAÇÃO TOTALITÁRIA (OS PERIGOS DA POLÍTICA COMO ESPERANÇA)


 Um livro que recebi por indicação por algum canal conservador, mas de suma importância para os que depositam esperança na política. Logo, por ser uma esperança política, não passa de uma imaginação totalitária como sugere o título do livro. A introdução é explicada pelo autor de como serão os capítulos e logo de cara já curti a frase de IRVING BABBITT em Democracia e Liderança: "Todos nós, em algum momento de nossa vida, já travamos contato com pessoas que se consideram rematados "idealistas"; porém, quando testadas, acabam se revelando sonhadores desastrosos"(pág. 24). O autor fala da decepção de um intelectual marxista que mais chamava atenção em sua estética do que em sua pretensa sabedoria de como enxergava a sociedade. Uma pessoa que buscava objetividade científica no que diz respeito à analise da totalidade das relações humanas. Sempre o papo de contradições do capitalismo, luta de classes, justiça social, reforma agrária e sociedade igualitária. É o sedutor mantra marxista e principal dogma da religião política responsável pelas grandes catástrofes do século XX. Sempre com apelo de querer viver um mundo mais justo, só que totalitário. E isso vemos no nazismo, fascismo, comunismo e socialismo. Um dos principais genocidas do séc. XX, Stalin, citava com orgulho a "luta de classes" num sistema que cachorros e pessoas brigavam por pedaço de pão. O amigo marxista do autor se decepciona porque ele entendeu que seu "mundo ideal" não funcionava diante da dor humana de uma senhora que aqueles que prometiam proteger e até mesmo ele, não faziam nada por isso. Um sistema que não entende a dor humana da Maria, do José e do João, prefere falar do bem da humanidade para fugir da responsabilidade individual de cada um. Lidar com política é lidar com pessoas reais e não com entidades abstratas. Elas prometem um mundo que não existe. O livro lida com aqueles falsos intelectuais que exigem a destruição da cultura e quem quer destruir a cultura, quer destruir o próprio ser humano. Frase "incontestável a posição privilegiada dos intelectuais, e que aqueles que tenham por ideal uma igualdade absoluta da humanidade, em todos os pontos de vista, devem forçosamente exigir a destruição da cultura"(pág.41). Esse é o pseudo intelectual. É o mesmo que destruir a Maria, o José e o João. Ele encara as pessoas como método e não como um ser singular. O pensamento marxista é fraco que ele fala da luta de classes, mas como seria uma sociedade sem classes? A ciência nunca foi capaz de explicar. O livro também apresenta a inclinação rousseauniana dos pais que nunca olham seus filhos como maus, mas com a bondade natural. A falta de preocupação deles com a sexualidade dos filhos. A redução dos abortistas que reduzem o embrião à um conjunto de células nada diferente de uma alface. Se eles acreditam que um embrião não é nada, logo, todo o ser humano não é nada. O ser humano tem etapas da vida desde o embrionismo, nascimento, consciência e por aí segue adiante. Na minha opinião pessoal, uma pessoa que se compara a um animal, que viva numa coleira como um, que não tem consciência de atos. Discurso fraco e falacioso. São pessoas que se reduzem a um mero experimento insignificante e acham que todos devem ser assim.
Aprendo que não há maior perigo para a liberdade humana do que o dogma político, o monopólio de um único grupo. Politica e "grande verdade" não combinam. Como eu tenho uma cosmovisão cristã, acredito que o cristão na política deva ser um propagador de justiça e não um relés moralista. Entenda, não sou contra a moral, pois ela põe um teor de certo e errado numa sociedade, pois entendo como religião justa  e humana o cristianismo, que embora seus representantes tenham cometido erros, não houve erro em Jesus. A Imaginação Totalitária e Política é idólatra, pois propõe a solução para todos os homens.

"Acreditamos com tanta força em certas ideias que já não conseguimos pensar na possibilidade de estarmos errados ou ceder em alguns pontos". (pág. 175)

"Deste modo, por fim, pôde assumir aquele aspecto de revolução religiosa que tanto apavorou os contemporâneos, ou melhor, ela mesmo tornou-se uma espécie de religião nova - religião imperfeita, sem Deus, sem culto e sem outra vida, mas ainda assim inundou toda a Terra com seus soldados, apóstolos e mártires". ALEXIS DE TOCQUEVILLE,  O antigo regime e a revolução pág. 234

Esse livro fala de Cristo já dando limites ao Estado quando ele disse "Dai a Deus o que é de Deus e a César o que é de César". O homem numa era secular e niilista parou de perguntar pelo significado de sua existência, logo, tem se perdido em justiças sociais, levando sempre aquele lado rousseauniano em acreditar que todos os homens são bons, descartando a ideia do pecado.

"moderno idealismo político".. "o agitador apela principalmente a ela quando instiga a multidão com suas imagens de felicidade que deverá sobreviver depois da destruição da ordem social vigente". pg. 263

Por expectativas em tais pensamentos terminam em tédio e desilusão. O objetivo do totalitarismo é instaurar um governo onipotente como já disse Ludwig Von Mises, sem levar em conta o ser humano, pois temos consciência de nossa participação na vida e na sua finitude. A política não pode ser vista como redenção e apenas uma mediação relativa. É o que fazem aqueles que usam a violência para destruir propriedade privada e até pública para querer apresentar algo redentor. A teologia da libertação e acrescento o que não tem no livro, a da missão integral querem agregar a política do pobre. Para essas teologias que adotam abordagens irreconciliáveis com a noção de pobreza e a justiça seria algo como Jesus receber o pão ofertado por Satanás de braços abertos na "Tentação do Deserto".
"a ideologia é a fórmula política que promete um paraíso terreno à humanidade; mas de fato, o que a ideologia criou foi uma série de infernos sobre a Terra". pag. 234

Com tudo isso, não dá para apoiar tais pensamentos que são contraditórios em si, pensamentos totalitários que se acham acima do bem e do mal.

O livro tratou muito as questões acima, é de leitura simples que você lê 446 páginas tranquilo.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

RESENHA DE LIVRO: OS CLÁSSICOS DA POLÍTICA - FRANCISCO C. WEFFORT


 Uma das minhas muitas paixões literárias além da Teologia, da Filosofia e do Direito, uma delas é a ciência política. Confesso que quando li esse livro no meu primeiro semestre do curso e hoje, já concluindo e lendo-o pela segunda vez, tenho uma compreensão muito melhor da leitura. E com certeza, esse livro que indico organizado pelo Francisco C. Weffort com seus autores internos, você terá uma compreensão melhor do pensamento político filosófico. 

O autor em seu prefácio já nos brinda que "a desgraça dos que não se interessam por política é serem governados pelos que se interessam"(pág.8) e fato real e verdadeiro até os dias de hoje. Basta o candidato ao cargo governante utilizar bem do populismo. Um pensador é um clássico porque suas ideias permanecem até hoje por conta da construção do seu pensamento ser atual até os dias de hoje. 

Somos brindados com:

Nicolau Maquiavel - amado por uns, odiado por outros, sempre lembrado no termo vulgar como maquiavelismo, alguém dos fins que justificam os meios. O livro nos brinda com sua rápida biografia e a base do seu pensamento como: 

  • A Verdade Efetiva da Coisas - Esqueça o pensamento do "dever ser". Maquiavel se atenta no que é de fato e verdade, ou seja, ver e examinar a realidade como ela é e não como se gostaria que ela fosse. Ele tira a ideia do Estado romantizado por uns e se foca na estabilidade do Estado. O príncipe tem que ser meio homem, meio animal, como o centauro - ora fazer valer a lei, ora coagir pela força. O Estado deve ser construído por homens que desejam evitar a barbárie. Entende que o mundo da política não leva ninguém ao céu, mas sua ausência pode causar o pior dos infernos.
  •  Anarquia x Principado e República - Ele apresenta a briga dos que querem dominar e dos que não querem ser dominados. O que me chamou a atenção nesse tópico é que se ambas as forças opostas quisessem o domínio, a mais forte prevaleceria. 
  • Virtú x Fortuna - Ele apresenta a ideia de que a Fortuna é uma deusa que quer ser seduzida por homens fortes e esforçados, logo, os que a seduzem, ela dá a virtude de adquirir riquezas (virtú).
Maquiável, dentro da minha cosmovisão cristã, criticou tanto o controle de Deus sobre as coisas que ele tentou diversas vezes entrar na área política e toda vez que estava perto de alcançar algo, ele acaba perdendo. Isso é para afirmar que "Se o Senhor não guardar a cidade, a sentinela não é protetora". Todavia, ele escreveu essa grande obra que nos ensina a governar de maneira equitativa, ou seja, punir quem deve ser punido e agraciar quem deve ser agraciado. O príncipe não pode ser bonzinho demais ou tirano de mais.

Thomas Hobbes - Hobbes, como Maquiavel e até Rousseau em certa medida, eram considerados pensadores malditos por suas ideias políticas e da sujeição da religião ao Estado. Ele escreveu o Leviatã num período que passou por uma terrível guerra civil e ele mostra o Estado como monstruoso e o homem belicoso (homem lobo do homem), diferente das ideias aristotélicas sobre o Estado paternalista e homens bons. Era um contratualista e como um, entendia que os homens viviam num Estado de Natureza (Jus Naturalis) sem governo ou regras e firmaram um pacto entre si. Alguns podem pensar que como selvagens poderiam firmar um pacto? Para os contratualistas, o homem sempre foi o mesmo que é hoje. Hobbes pontua:

  • Generalização da Guerra  - Para Hobbes, os homens não são iguais, eles são tão iguais que se matam por qualquer coisa, seja para tomar a propriedade do outro, a mulher do outro ou apenas por mero capricho que é a glória pessoal. O homem hobbesiano mata por mero capricho e ninharia. Um homem encontra o outro, eles se matam seja por medo ou defesa pessoal. É o "homem lobo do homem" dentro do seu Estado de Natureza, em que ele pode fazer o que quiser e o que bem entender.
  • Como por Fim a esse Conflito - O individualismo hobbesiano não é o burgues, pois esse não almeja bens, mas honra - por isso mata por ninharias. Mata em nome da honra. O Estado de Natureza para ele é uma guerra constante de todos contra todos. Logo, os homens firmam o pacto, o contrato e transferem todo o poder a pessoa do soberano que representa o Estado, logo esse que não pode ser julgado pelos seus súditos. É o Estado dotado de espada, armado, para forçar os homens ao respeito. É o "abrir mão da liberdade para que se tenha segurança".
  • Igualdade e Liberdade - Hobbes entende que a palavra liberdade insurja paixões, logo, repito que ele abre mão da liberdade para ter segurança. O homem renunciou seu direito de natureza ao firmar o pacto. O soberano não perde a soberania se não atingir os desejos de cada súdito. Ele nem sequer é julgado por seus súditos. 
  • O Estado, O Medo e a Propriedade -  O Estado Hobbesiano é marcado pelo medo. A propriedade pertence ao soberano. 
John Locke - Conhecido como pai do liberalismo clássico, entendia também do Estado de Natureza, Locke conclui, por influência liberal, que Deus tinha dado ao homem vida, liberdade e PROPRIEDADE. Sim, o assunto é a propriedade privada. Diferente de Hobbes que apoiava a invasão do Estado em tudo para dar segurança, Locke apresentava a ideia de que o Estado deveria ser limitado e combatido no caso de ele interferir na Propriedade Privada do indivíduo. Esse é o direito de resistência, ou seja, se o Estado interferir na propriedade, ele deve ser combatido.

Montesquieu - Esse pensador trouxe a ideia da tripartição dos governos e dos poderes. Ele definiu a lei como "relações necessárias que derivam da natureza das coisas"(pág.115) e por isso, carregam empirismo, todavia, o foco de Montesquieu não era as relações dos homens entre si, mas o que já foi positivado.

  • Os três Governos - Ele conceitua em "monarquia, um só governa através de leis fixas e instituições; na república, governa o povo todo ou em parte (república aristocráticas); no despotismo, governa a vontade de um só"(pág 116). O modelo proposto pelo pensador é o da república, pois o povo governa na figura de um representante, pois o próprio não sabe se governar. 
  • Os três Poderes - Ele apresenta o conceito dos poderes Executivo - faz, Legislativo - cria e Judiciário -julga, que são aplicados até hoje. 
Rousseau - Cria que o homem nascia bom, mas a sociedade o tornava mal. As artes eram a distração desse homem mau, pois não teria tempo de maquinar a maldade na mente. Era uma pessoa avessa a salões e cortes.
  • O Pacto Social - Rousseau vai bater nessa ideia do contrato social proposto pelos contratualistas, o surgimento da propriedade privada, os homens se sujeitarem as leis... Para o autor, a sujeição a lei só é boa se for de maneira deliberada e não imposta e que tudo deveria ser governado pelo povo. Foi considerado o pai da revolução. "O homem nasce livre e encontra-se aprisionado"... (pág. 194).
  • A Vontade e a Representação - Para o autor, o pacto social é a alienação, típica de discursos esquerdistas de quem não "se aliena as ideias deles", o monarca é um funcionário do povo e ele já carrega um pessimismo de que uma sociedade já corrompida não pode mais voltar ao Estado de Natureza anterior, ou seja, sua liberdade é irrecuperável. 
O Federalista - Série de artigos publicados por Hamilton, Madson e Jay, eles definiram a Constituição dos E.U.A. Foi focado numa teoria política moderna e não usou exemplos da Antiguidade.
 Propunha uma nova forma de governo focado nos indivíduos. Madson chegou a falar da maldade humana e da força das leis, pois se fossem anjos, não precisariam de governo. Adotou-se a separação dos poderes para evitar tirania e institui o Senado e a paralisação dos governos populares.


Essa é a minha pequena resenha. 

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

RESENHA DE LIVRO: A REVOLUÇÃO DOS BICHOS - GEORGE OWELL


Livro do libertário George Orwell, venho primeiramente ressaltar que não partilho de ideias libertárias ou de esquerda num geral, entretanto como leitor assíduo que sou, venho fazer a resenha dessa obra.

A história começa com os bichos se reunindo na fazenda do Sr. Jones e o líder deles, o porco Major, assim como era chamado, começa a discursar com os animais da fazenda sobre a exploração do homem e de como o homem é um inimigo. Lembro que ele utiliza o termo "camarada" para se referir aos bichos. Ele critica o duro trabalho que o homem impõe sobre os animais, alega que ele é o único que consome sem produzir, pois não dá leite, não põe ovos, não tem força para puxar um arado... É um explorador. O porco também discursa que o homem é um tirano e que não ninguém prospera por conta da tirania dele. O homem e o bicho tem interesses diferentes e não comuns, alega o porco. E após tanto burburinho, Sr. Jones acorda e os bichos voltam ao normal.

 Com a morte de Major, os bichos tramam a revolução deles com o nome ideológico de Animalismo, expunham as ideias deles, de que todo animal era igual. Interessante que nessa fazenda chamada Granja Solar, havia até o corvo Moisés que representava a religião que falava de um lugar maravilhoso para onde os animais iriam quando morresse, a misteriosa "Montanha de Açúcar". Dentro do Animalismo, tinham fiéis como os cavalos Sansão e Quitéria. 

A liderança dos bichos estava com os porcos Bola de Neve e Napoleão, que tramavam a rebelião e expulsaram o Sr. Jones da granja. Eles tinham até um hino chamado "Bichos da Inglaterra". 

Fizeram 7 mandamentos como:

1 - Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo
2 - Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asa, é amigo
3 - Nenhum animal usará roupas.
4 - Nenhum animal dormirá em cama. 
5 - Nenhum animal beberá álcool
6 - Nenhum animal matará outro animal.
7 - Todos os animais são iguais. 

Com a vitória dessa revolução, os debates entre Bola de Neve e Napoleão se acirravam sobre o que era melhor para a granja. 

A desigualdade começou agora:

Os porcos tinham os melhores privilégios pois eles eram os mais capazes intelectuais e precisavam das melhores coisas. E os demais bichos, sem entender, acabavam meio que entendendo. 

O Sr. Jones volta para reclamar sua granja e os animais tornam a expulsá-lo de novo. Vitória dos bichos. Tem-se o novo nome do evento: A Batalha do Estábulo onde o porco Bola de Neve lutou bravamente. 

A nova desigualdade começa:

Os animais começam a trabalhar sobre ordem dos porcos mais uma vez, pois os porcos eram os mais intelectuais...

Bola de Neve é sabotado e derrubado por Napoleão. Bola de Neve foge porque Napoleão atentou contra a vida dele botando cães atrás dele. 

Napoleão começa a explorar os animais e aos poucos, a ração foi sendo reduzida. Tudo em prol de construir um moinho. Tudo que dava de errado, a culpa era de Bola de Neve que nunca mais apareceu na história. Bichos são condenados a morte pelo porco Napoleão por estarem sendo acusados de conspiração com Bola de Neve. Os porcos começam a ter o melhor e os animais da fazendo o pior. Havia um porco chamado Garganta que seduzia os demais animais para que eles ouvissem mais e mais o líder Napoleão. Os porcos começam a dormir em camas e os animais ao relento. 

Os porcos deixavam o corvo Moisés pregar para os bichos, pois isso aliviava eles, lembrando que eles achavam o corvo um baita mentiroso e nem sequer acreditavam nele, mas não se opunham, pois queria os bichos sobre domínio deles. 
Os bichos eram todos iguais, mas uns eram mais iguais que os outros. Esse era o lema dos porcos. 

Os bichos trabalhavam feitos escravos, até mais que no tempo do Sr. Jones, com o propósito de que a granja era deles. Os porcos engordavam mais de alimento e os bichos tinham sua ração reduzida. Os porcos começaram a oprimir os bichos e já estavam usando roupas humanas. Já estavam ficando bêbados com bebidas alcoólicas. Tudo que dava de errado, a culpa era de Bola de Neve. Foi proibido o hino da revolução, sempre com olhares do líder, dos porcos e dos seus cães bravios. Os animais que não tinham mais validade, eram enviados para o matadouro, caso do fiel cavalo Sansão. 

Os porcos começaram a ficar de pé e a negociar com os humanos. E os dois já estavam cada vez mais parecidos sem distinção e com isso, os animais da granja foram cada vez mais oprimidos. Notou que todos os mandamentos foram quebrados?

Opinião minha?

Vejamos na Rússia comunista a fila para comprar pão. Fome no país. Vejamos a falta de papel higiênico na Venezuela.  Nesses locais houveram fome e desigualdade. E qualquer coisa que desse errado, a culpa era de algum fantasma que nem sequer existia mais, como era o caso de culparem direto o porco Bola de Neve. Eu nunca vi um membro do MST ter moradia em anos de governo petista. 

O comunismo é para apaixonados, mas como já é sabido e repetido, toda paixão é insana e sem razão e tem gente que ainda insiste em repetir a história. Como já disse o pregador, não há nada de novo debaixo do céu. O comunismo vem sempre com o pretexto de acabar com a pobreza, mas são seus líderes porcos que mais prosperam e pilham para si o produto do povo, oprimindo-o cada vez mais. Jesus, Deus que se encarnou na Terra, já havia dito que os pobres sempre teremos conosco, logo, não existe sistema que extinga a pobreza. Ainda há crentes que se envolvem com tal ideologia pela inocência de que estão fazendo justiça ao necessitado, coisa que eles poderiam fazer por eles mesmos sem precisar se aliar a ideias que agridem a crença deles.  

Ao mais, é um excelente livro para quem quer ter noção mínima política. Recomendo. 


sexta-feira, 23 de novembro de 2018

RESENHA: ENTRE MITOS E VERDADES - A HISTÓRIA DO REGIME MILITAR (BRASIL PARALELO)


 Li recentemente esse livro do Brasil Paralelo, material colhido por Henrique Zingano e Mariana Goelzer para nos trazer uma luz durante o período chamado de Regime Militar ou para alguns "intelectuais" de Ditadura Militar. Essa resenha é muito particular, com pontos que anotei nesse e-book gratuito disponibilizado pelo site. Eu sou mais um que ouviu do meu pai que ditadura só existiu para bandido e não para trabalhador. E confesso que faço as palavras de meu pai, as minhas. Sei que alguns podem até me acusar de reaça, fascista ou qualquer outra porcaria que não sabem o que isso significa, mas repetem como um papagaio. O que me interessa é que hoje, faço resenhas pontuando frases do livro que me marcaram com aspas e observações minhas num todo. Segue abaixo:

Sobre a polarização EUA-URSS e a guerra fria, "O Brasil era uma peça central no jogo entre as duas potencias. Por ser o país de maior influência na América do Sul, seu domínio poderia determinar para que lado penderiam as demais repúblicas..."

"A queda do muro de Berlim em 1989 e o colapso da União Soviética em 1991 não significariam o enfrentamento ideológico."

"FATO 1 - A AMEAÇA COMUNISTA NUNCA EXISTIU

As pesadas marchas da Revolução Russa de 1917 cruzaram o planeta e ecoaram nas terras tropicais. Essa reverberação não derivou exclusivamente de desejo espontâneo dos brasileiros de aderir à luta pelo comunismo,..."(g.n)

O livro tratou que o desejo de Lenin era tentar entrar nessa internacional comunista começando a ocupar sindicatos para falar com trabalhadores, enaltecendo a Revolução Bolchevique.

Sobre os partidos comunistas nos trópicos "... passou a obedecer às ordens vindas diretamente de Moscou. Sob orientação soviética (...) a URSS impunha o dever de criar, organizar e participar de agitações sociais, arquitetadas para gerar um clima de instabilidade política e social que viabilizasse a tomada de poder pelos comunistas".

"A falta de organização dos ataques e a ausência de aderência popular sentenciaram ao fracasso a Intentona Comunista, como ficou conhecido esse primeiro intento, facilmente derrotado pelo exército."

 O livro tratou das posições comunistas de João Goulart, o Jango, sobre seus discursos relacionados a tal "justiça social" que não é nada mais, nada menos o fim da propriedade privada, no que se tratava na discussão agrária. 

"FATO 2 - O REGIME MILITAR FOI UM GOLPE, POIS NÃO TEVE APOIO POPULAR

Os brasileiros assistiam atônitos a todos esses acontecimentos. Parlamentares, importantes instâncias da Igreja Católica e os principais jornais..."

Nesse período, houve a "Marcha da Família com Deus pela liberdade" que reuniu cerca de 300 mil manifestantes na Praça da República até a Sé pedindo pela saída de Jango e o não ao comunismo. Um cartaz me chamou a atenção "Verde Amarelo Sem Foice Nem Martelo". 

"Mesmo após a derrubada de Jango, as manifestações continuaram com uma nova motivação. No dia 2 de abril, o povo tomou as ruas para comemorar o fim da ameaça comunista ao país. Um milhão de pessoas reuniu na Marcha da Vitória..."

"FATO 3 - OS GUERRILHEIROS LUTAVAM PELA DEMOCRACIA

Quando o general Castelo Branco ascendeu ao poder, 30 países já haviam sido subjugados ao domínio da URSS através do uso de forças militares."

O livro apontou sobre o atentado à bomba no Aeroporto Internacional de Guararapes, em Recife - PE, que tinha como finalidade matar o ministro do Exército Costa e Silva. O atentado matou um repórter.

Esses grupos geravam pânico e violência, assalto a bancos, carros-fortes e estabelecimentos comerciais. Ocorreram sequestros de embaixadores para soltar os "companheiros presos por esses crimes", um deles, o José Dirceu, que detalhe, foi preso de novo nessa era por "corrupção". 

E o que falar do "herói da resistência" (aspas com teor pejorativo) Carlos Marighella que estudou guerrilha nos países comunistas e propôs o "Manual do Guerrilheiro Urbano".

E a "galerinha do bem" também não fala do tribunal vermelho. Quando algum "companheiro" queria sair fora, haviam execuções entre eles. 

CONCLUO A RESENHA:

Esse livro é ótimo para elucidar algumas questões de que a estratégia do poder era transformar, pela escola, pessoas em comunistas sem elas saberem que são comunistas. O livro rende uma boa leitura, é de fácil entendimento e está disponível em e-book pelo site. 




quarta-feira, 21 de novembro de 2018

RESENHA DE LIVROS: DIREITA E ESQUERDA - Razões e Significados de uma Distinção Política - NORBERTO BOBBIO


Livro do pensador político e do direito, o italiano Norberto Bobbio nos brinda com esse livro sobre uma díade que dividiu o mundo após a Segunda Guerra Mundial que transformou o mundo num lugar bipolarizado. Na sua introdução, ele nos apresenta de como uma ideia de esquerda pode perdurar, mesmo após a queda do muro de Berlim. O que me chamou a atenção nessa introdução foi de que o que temos hoje é uma democrática discussão entre Conservadores (direita) e Progressistas (esquerda). Nas atuais redes sociais de hoje, temos muita gente discutindo sobre política, sem saber ao fato o que ela é. Alguns se assumem de esquerda, mas não sabem de fato o que ela é e outros se assumem de direita, mas também não sabem o que de fato ela é. Se acusam de maneira constante. Ambos os pensamentos conquistaram o planeta...

Cito um parágrafo das páginas 16 e 17:
"Há quem tenha sustentado que o traço característico da esquerda é a não violência. Mas a renúncia ao uso da  violência para conquistar e exercer o poder é a característica do método democrático, cujas regras constitutivas prescrevem vários procedimentos para a tomada de decisões coletivas por meio do livre debate, que pode dar origem ou a uma decisão acordada ou a uma decisão tomada pela maioria. Prova disso é que, num sistema democrático, a alternância entre governos de direita e de esquerda é possível e legítima".

Embora a esquerda promova uma sociedade iguais, o que não é na prática uma verdade, pois precisaria de um representante, uma sociedade de esquerda sufocaria a liberdade de alguém que deseja prosperar num regime liberal (e quando falo liberal, para leigos, me refiro ao pensamento de Locke - Deus deu ao homem vida, liberdade e propriedade) ao qual a única obrigação do Estado é a intervenção mínima nas relações comerciais e proteger a propriedade privada. 
Dentro de um pensamento de direita, não existe juízo moral - ela não é inigualitária por más intenções - o foco é promover a incessante luta pelo melhoramento da sociedade, com base em defesa de um "progresso particular" que seria eliminado numa sociedade igualitária, ou seja, sufocar a liberdade. A direita e a esquerda não são caixas vazias. 

Norberto Bobbio - nascido de família rica - é confesso em apoiar a esquerda, todavia, ele como pensador político e do direito, busca ser equitativo e em sua problematização, ele sabe que falar dos dois movimentos acirram os ânimos, mas como ele colocou bem, é impossível nessa sociedade não ter um pensamento que é antítese do outro, dentro da sociologia, do direito, da economia e aqui, em opinião particular, como cristão, vejo Calvinistas e Arminianos, Protestantes e Católicos etc.

Jean Paul Sartre já dizia que esquerda e direita são duas caixas vazias.

 Em sociedades democráticas sempre haverá essa dicotomia. Houveram movimentos Terceiros que na tentativa de centralizar as coisas, apresentaram o cinza entre o branco e o preto, o crepúsculo entre o dia e a noite, chamados de Terceiro Inclusivo e Terceiro Incluído, para tentar resolver essa crise de pensamentos políticos. O Terceiro Incluído se apresenta sem doutrina alguma e o Terceiro Inclusivo corre em busca de uma doutrina.

A ideologia da revolução conservadora nasceu após a Primeira Guerra Mundial como resposta da direita à revolução subversiva que havia levado a esquerda ao poder em um grande país e parecia destinada a se difundir em outras regiões.

"Fascismo e Comunismo representam na história desse século a grande antítese entre esquerda e direita. Mas como? Não só não a enfraqueceram, mas a exasperaram". página 59.

 As verdadeiras ditaduras nascem desses extremos, que são o fascismo e o comunismo, logo, é por isso que ele são antidemocráticos. 
 Todo movimento de esquerda é preponderante ao aborto, mas me questiono - se ela parte em defesa do mais fraco, o mais fraco numa relação do aborto não seria o nascituro que não tem como se defender?

O extremismo combate o moderantismo que é democrático. A direita representa a tradição herdada, a esquerda representa a emancipação de valores tradicionais, embora, o fato é que emancipação deveria se entender mais por inovação. E o oposto de emancipação deveria se entender mais por paternalismo.  

"Das seis grandes ideologias nascidas a partir da Revolução Francesa, três são clássicas: o conservadorismo, o liberalismo, o socialismo científico; e três são românticas: o anarco-libertarismo, o fascismo (e o radicalismo de direita) e o tradicionalismo". página 83

O livro apresenta de uma maneira de fácil leitura, um entendimento simples e como leitor, recomendo. 

RESENHA: COMO SER UM CONSERVADOR - ROGER SCRUTON


Essa resenha será um pouco diferente. Será com mensagens do próprio livro e depois dou meu parecer final. 

..."os conservadores sofrem desvantagem quando se trata de opinião pública. Sua posição é verdadeira, mas enfadonha; a dos seus oponentes é excitante, mas falsa".

"Em todos os países sob controle soviético, o partido estava a margem da lei, não possuía personalidade legal e não era responsável por seus cidadãos e por seus membros".

"O conservadorismo é a filosofia do vínculo afetivo. Estamos sentimentalmente ligados às coisas que amamos e que desejamos proteger contra a decadência".

"Respondendo laconicamente minha indagação: nacionalismo, como uma ideologia, é perigoso apenas à medida que as ideologias são perigosas. Ocupa o espaço deixado vago pela religião e, ao fazê-lo, estimula o verdadeiro crente a venerar a ideia nacionalista e a buscar nessa concepção aquilo que ela não pode oferecer - o propósito último da vida, o caminho da redenção e o consolo para todas as aflições".

"Em suma, a democracia exige fronteiras, e as fronteiras precisam do Estado-nação. Quaisquer modos pelos quais as pessoas venham a definir a própria identidade em termos do lugar a que pertencem têm um papel a desempenhar na consolidação do sentido de nacionalidade".

O Estado socialista não redistribui um ativo comum na sociedade. Cria renda sobre o ganho de pagadores de impostos e a oferece aos seus privilegiados".

..."a criação de uma nova classe do ócio que se utiliza do Estado a fim de obter o seu ganho do restante da sociedade".

..."satirizado de maneira brilhante por George Orwell em 1984. O propósito de Orwell ao escrever o livro era mostrar que o jargão desumanizador do marxismo também produz um mundo desumano no qual as pessoas se tornam abstrações e a verdade é um mero instrumento nas mãos do poder".

"Conservadores acreditam na propriedade privada porque respeitam a autonomia do indivíduo".

(Multiculturalismo) (Politicamente Correto) "Não há espaço algum para antigas idéias de objetividade e de verdade universal; tudo o que importa é o fato de que concordamos".

..."contudo, há um paradoxo. Os que defendem essa abordagem multicultural são, via de regra, veementementes na rejeição da cultura ocidental".

"Não exigimos de todos que tenham a mesma fé, que levem o mesmo tipo de vida familiar ou participem dos mesmos festivais. Partilhamos, entretanto, de uma cultura cívica comum, um ambiente público comum".

"O Conservadorismo não é, por natureza, internacionalista e desconfia de todas as tentativas de controlar o legislativo e o governo do país a partir de um lugar além das fronteiras. Reconhece a verdade no liberalismo, segundo o qual o processo político só pode ser fundamentado no consentimento se os direitos do indivíduo forem reconhecidos".

"... a abordagem centralizada e DITATORIAL na política exemplificada pelo belicismo do partido nazista, pelo controle TOTALITÁRIO do Partido Comunista e pelo DOMÍNIO fascista na Itália e na Espanha". 

"As privações suportadas pelos norte-coreanos significam que não têm força, nem confiança mútua, para desafiar seus opressores. O mesmo se aplica ao Iraque sob Saddam (...) a elite do partido na Rússia soviética enriqueceu por meio das privações do povo soviético". 

"Os internacionalistas tendem a ser cosmopolitas que se identificam como 'cidadãos do mundo' e repudiam conscientemente as antigas lealdades nacionais que os vinculam a uma nação em particular, a um país em particular e a uma jurisdição específica".

"A família foi considerada por todos, de St. Just a Lenin, como inimiga dos projetos revolucionários. Marx e Engels dedicaram um livro à destruição da 'Família Sagrada'"...

"Tanto nessa área quanto em outras, o Estado existe para proteger a sociedade civil, NÃO PARA MOLDÁ-LA de acordo com algum propósito que já não esteja implícito no tecido social".

"Se qualquer coisa pode ser considerada arte, então a arte deixa de ter relevância".


E é com essas citações do livro que concluo, na minha resenha, que ser um conservador não é querer mudar as pessoas à sua volta, mas poder enxergar como um todo aquilo que é melhor, mais pé no chão do que se apegar a ideologias de esquerda que vivem em pensamentos utópicos. 

RESENHA: CURSO VIDA NOVA DE TEOLOGIA BÁSICA - INTRODUÇÃO À BÍBLIA - R. LAIRD HARRIS

Esse livro é sensacional pela sua linguagem simples e seu início "TODOS OS CRISTÃOS PRECISAM DE TEOLOGIA".  Eu acredito nis...