sexta-feira, 23 de novembro de 2018

RESENHA: ENTRE MITOS E VERDADES - A HISTÓRIA DO REGIME MILITAR (BRASIL PARALELO)


 Li recentemente esse livro do Brasil Paralelo, material colhido por Henrique Zingano e Mariana Goelzer para nos trazer uma luz durante o período chamado de Regime Militar ou para alguns "intelectuais" de Ditadura Militar. Essa resenha é muito particular, com pontos que anotei nesse e-book gratuito disponibilizado pelo site. Eu sou mais um que ouviu do meu pai que ditadura só existiu para bandido e não para trabalhador. E confesso que faço as palavras de meu pai, as minhas. Sei que alguns podem até me acusar de reaça, fascista ou qualquer outra porcaria que não sabem o que isso significa, mas repetem como um papagaio. O que me interessa é que hoje, faço resenhas pontuando frases do livro que me marcaram com aspas e observações minhas num todo. Segue abaixo:

Sobre a polarização EUA-URSS e a guerra fria, "O Brasil era uma peça central no jogo entre as duas potencias. Por ser o país de maior influência na América do Sul, seu domínio poderia determinar para que lado penderiam as demais repúblicas..."

"A queda do muro de Berlim em 1989 e o colapso da União Soviética em 1991 não significariam o enfrentamento ideológico."

"FATO 1 - A AMEAÇA COMUNISTA NUNCA EXISTIU

As pesadas marchas da Revolução Russa de 1917 cruzaram o planeta e ecoaram nas terras tropicais. Essa reverberação não derivou exclusivamente de desejo espontâneo dos brasileiros de aderir à luta pelo comunismo,..."(g.n)

O livro tratou que o desejo de Lenin era tentar entrar nessa internacional comunista começando a ocupar sindicatos para falar com trabalhadores, enaltecendo a Revolução Bolchevique.

Sobre os partidos comunistas nos trópicos "... passou a obedecer às ordens vindas diretamente de Moscou. Sob orientação soviética (...) a URSS impunha o dever de criar, organizar e participar de agitações sociais, arquitetadas para gerar um clima de instabilidade política e social que viabilizasse a tomada de poder pelos comunistas".

"A falta de organização dos ataques e a ausência de aderência popular sentenciaram ao fracasso a Intentona Comunista, como ficou conhecido esse primeiro intento, facilmente derrotado pelo exército."

 O livro tratou das posições comunistas de João Goulart, o Jango, sobre seus discursos relacionados a tal "justiça social" que não é nada mais, nada menos o fim da propriedade privada, no que se tratava na discussão agrária. 

"FATO 2 - O REGIME MILITAR FOI UM GOLPE, POIS NÃO TEVE APOIO POPULAR

Os brasileiros assistiam atônitos a todos esses acontecimentos. Parlamentares, importantes instâncias da Igreja Católica e os principais jornais..."

Nesse período, houve a "Marcha da Família com Deus pela liberdade" que reuniu cerca de 300 mil manifestantes na Praça da República até a Sé pedindo pela saída de Jango e o não ao comunismo. Um cartaz me chamou a atenção "Verde Amarelo Sem Foice Nem Martelo". 

"Mesmo após a derrubada de Jango, as manifestações continuaram com uma nova motivação. No dia 2 de abril, o povo tomou as ruas para comemorar o fim da ameaça comunista ao país. Um milhão de pessoas reuniu na Marcha da Vitória..."

"FATO 3 - OS GUERRILHEIROS LUTAVAM PELA DEMOCRACIA

Quando o general Castelo Branco ascendeu ao poder, 30 países já haviam sido subjugados ao domínio da URSS através do uso de forças militares."

O livro apontou sobre o atentado à bomba no Aeroporto Internacional de Guararapes, em Recife - PE, que tinha como finalidade matar o ministro do Exército Costa e Silva. O atentado matou um repórter.

Esses grupos geravam pânico e violência, assalto a bancos, carros-fortes e estabelecimentos comerciais. Ocorreram sequestros de embaixadores para soltar os "companheiros presos por esses crimes", um deles, o José Dirceu, que detalhe, foi preso de novo nessa era por "corrupção". 

E o que falar do "herói da resistência" (aspas com teor pejorativo) Carlos Marighella que estudou guerrilha nos países comunistas e propôs o "Manual do Guerrilheiro Urbano".

E a "galerinha do bem" também não fala do tribunal vermelho. Quando algum "companheiro" queria sair fora, haviam execuções entre eles. 

CONCLUO A RESENHA:

Esse livro é ótimo para elucidar algumas questões de que a estratégia do poder era transformar, pela escola, pessoas em comunistas sem elas saberem que são comunistas. O livro rende uma boa leitura, é de fácil entendimento e está disponível em e-book pelo site. 




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