quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

RESENHA: OS DESAFIOS DA ÉTICA CRISTÃ DE RODRIGO BIBO DE AQUINO


Mais um livro da BTBooks que estou resenhando e talvez esse seja o último livro lido do ano. É incrível o que você pode ler se você não perder tempo com redes sociais. Vamos ao meu método de resenha que é transcrever, até mesmo para minha própria memorização, trechos importantes que me chamaram a atenção:

(Sobre a ética - o ethos e ethô)... "Basicamente podemos afirmar que essas duas palavras significam: costume, hábito, podendo ainda significar caráter, mentalidade, índole". (é a postura por trás da vida)

Trata da ética descritiva: voltado para aquilo que é moralmente aceitável e ética normativa: Onde há a orientação quanto àquilo que é certo e aquilo que é errado dentro do grupo social do qual faz parte.

"A ética cristã se preocupa com as mesmas questões que a ética social: a preservação da vida, a postura do ser humano diante das leis que regem os Estados, etc." (O foco da ética cristã é conservar e salvar a criação).

"A aplicação do conceito da imagem de Deus ao ser humano é o estatuto da igualdade humana e a constituição da humanidade em sociedade."

Os reis antigos fazia estátuas de si mesmos em locais para dizer que aquele reino pertencia a ele. 

"Foi nesse sentido que Israel compreendia a sentença imagem e semelhança de Deus, vendo o ser humano como símbolo da própria soberania de Deus sobre a Terra."

Sobre a ética:

"Diante de Deus: como criatura, o ser humano não está em pé de igualdade com Deus, contudo, isso não diminui, pelo contrário, lhe confere dignidade, pois não precisa bancar Deus ou semideus, como humano e somente nessa condição, ele tem seu lugar diante de Deus, para viver em sua presença e a partir dela, orientar sua vida."

"Diante do meio ambiente: devemos levar à sério, e como uma tarefa espiritual, a preservação do meio ambiente."

"Diante do semelhante: o ser humano está acima da criação não-huana, abaixo do criador e em pé de igualdade com o seu semelhante."

"Assim, a ética cristã não pergunta pelo próximo, ela o enxerga no necessitado, ela o procura nos marginalizados e os ampara em Cristo."


O livro tem 19 páginas, você pode ler ele em menos de uma hora e vale a pena.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

RESENHA: MISSÃO INTEGRAL EM POUCAS PALAVRAS DE RODRIGO BIBO DE AQUINO



 Confesso que ler esse livro me fez ter uma perspectiva diferente, todavia, ainda tenho críticas à ele porque a Missão Integral no Brasil não mostra nada do que me foi apresentado nesse livro. Esse livro me mostrou a missão da Igreja que já, de certa forma, tem feito isso. A TMI aqui no Brasil tem mostrado mais um vínculo partidário de esquerda que foge de princípios bíblicos, seus expositores apresentam-se acima do bem e do mal além de uma exaltação ao marxismo cultural de maneira forte como querer criar frentes separatistas do corpo de Cristo como o "nós versus eles" dentro do próprio corpo. E o que seduz os crentes desavisados com ela até a ponto de escolherem a esquerda? A ideia de ajuda dos pobres (o que sempre foi pauta da Igreja cristã e se ela não faz isso, ela está fora da propósito de Deus, que não é só cuidar dos pobres, mas abrir o coração dos ricos para Deus). Logo, na minha opinião, tem caído e muito em descrédito e toda vez que alguma teologia quer se apresentar como a verdadeira bíblica, já olho com um olhar de suspeita. Meus pressupostos não são 100% corretos e por isso, me abro para enxergar a fé cristã fora do meu arraial religioso sem abandonar os princípios basilares da fé e do Credo Apostólico, visto que a TMI se propôs a querer trazer uma "nova teologia" do ponto de vista latino. E como toda resenha, pincei alguns pontos do livro que me chamaram a atenção:

"...missões é sempre um desafio, visto ser a velha mensagem em um novo contexto."

"...o fazer missão não pode considerar somente a realidade interna do indivíduo, mas a realidade externa que o cerca."

"No ponto sobre a responsabilidade social da igreja, o Pacto de Lausanne afirma a condição soberana de Deus sobre a criação e a Sua justiça."

Lausanne deixou claro que a responsabilidade social não é igual a salvação, "mas a salvação é a libertação do mal onde quer que ele atue".

*Teologia da Libertação é igual a Teologia da Missão Integral no tocante a justiça social, só não são em suas teologias, sendo uma católica e a outra protestante. A primeira gerou influência na segunda.* 

"...Deus é o Criador e juiz de todos os homens. Portanto, deve-se partilhar a sua vontade pela justiça e reconciliação em toda a sociedade humana, e pela salvação dos homens de todo tipo de opressão."

Em suma, tudo que escrevi na introdução acima, quando você lê um livro, em comparação ao que vemos na prática, parece um livro cristão com os basilares da fé, mas a TMI de hoje, com seus representantes, não têm mostrado isso.  


quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

RESENHA DE LIVRO: IGREJA EM CÉDULAS - TEOLOGIA DA PROSPERIDADE EM POUCAS PALAVRAS


Talvez, o que eu vá escrever não seja nenhuma novidade. O autor é o Rodrigo Bibo de Aquino, a quem eu consumo muita teologia através de seu podcast Bibotalk. E como tenho adotado uma resenha com base em parágrafos dos livros que tenho lido, aqui será mais uma:

"Com uma cosmovisão diferente da perspectiva do evangelho, a teologia da prosperidade distorce textos bíblicos para fundamentar suas doutrinas, abandona os princípios apostólicos e elementos importantes da Reforma Protestante". 

"Kenneth Hagin e a Confissão Positiva" (principal expositor que veio a gerar outros parecidos)

"Inserido no pentecostalismo, Hagin desenvolveu ainda mais o seu fascínio pelo sobrenatural, a ponto de se afastar de princípios básicos da fé apostólica, aproximando-se mais de práticas espiritualistas".

"Sua pregação (Hagin) não partia da exegese bíblica, mas do relato de suas visões dos encontros com Jesus."

"Kenyon trocou o poder da mente pelo poder da palavra... ...Ensinam que logos é a palavra falada por Deus em revelações e inspirações a uma pessoa em qualquer época." (Fazendo um adendo aqui, rhema e logos são a mesma tradução para palavra, sem nenhum efeito mágico como esses pregadores da prosperidade ensinam). 

Os pregadores neopentecostais dão uma enfase na ação do demônio e não no próprio pecado do homem.

"No Novo Testamento, a busca pela erradicação da pobreza continua e a solução proposta não é de ordem espiritual, mas social."

"Ele (Deus) é o doador de toda boa dádiva. Deus abençoa Seu povo para que esse abençoe quem precisa, gerando, então, louvores a Deus."

"Oferta como fruto de coerção não gera boa colheita."

"Então, que sejamos dizimistas e ofertantes, a fim de não deixar a avareza se apoderar de nós, e que sejamos senhores do nosso dinheiro; que ele nos sirva, e não o contrário,... ofertar com segundas intenções, do jeito que o diabo gosta."

Enfim, são pequenas frases que nos ensinam que a oferta é um louvor a Deus e se ofertamos com segundas intenções, ofertamos do jeito que o diabo gosta. O livro é curto, tem 32 páginas e você lê ele numa só tacada.




domingo, 16 de dezembro de 2018

RESENHA DE LIVRO: CHAMADO AO DISCIPULADO DE KARL BARTH


Não há como não se emocionar em ler esse livro. Embora Karl Barth tivesse sido liberal e com a Igreja na Europa perecendo no período pós primeira guerra, essa autor se converte e se torna um referencial da neo-ortodoxia. O que é a neo-ortodoxia? Falando de maneira simples e leiga é crer que a Bíblia é a Palavra de Deus mesmo com alguns erros. Logicamente, quem me conhece, eu busco ser ortodoxo, ou seja, eu creio que a Bíblia é a INERRANTE Palavra de Deus. Entretanto, isso não tira o demérito desse livro.

Karl Barth cria que o chamado de Deus era para todos, mas somente os discípulos são capazes de ouvi-lo. O seguir, até mesmo numa visão rabínica, era imitar ao Deus todo poderoso. 


..."é uma questão de seguir as qualidades ou atos de Deus:
  • Plantando a terra como Deus plantou o jardim do Éden
  • Vestindo a nudez como Deus vestiu Adão
  • Visitando o doente como Deus visitou Abraão
  • Confortando o triste como Deus confortou Isaque
  • Enterrando o morto como Deus enterrou Moisés" (página14)
Logicamente eu faço um adendo, pois a carta de Judas mostra o Arcanjo Miguel brigou pelo corpo de Moisés.

A pessoa pode rejeitar o chamado de Deus, como no caso do jovem rico, e quando alguém chamado por Jesus, não pode querer estabelecer regras para segui-Lo.

"Fé não é obediência, mas como obediência não é obediência sem fé, fé não é fé sem obediência. Elas andam juntas, como o trovão e o relâmpago em uma tempestade". (página 25)

O que me marca nesse livro que seguir a Jesus é seguir um caminho sem volta, ou seja, tomar a sua cruz. Fala contra a graça barata que é inimiga da Igreja do Senhor. E de que quando amamos nossos inimigos, logo, nos tornamos amigos.

O livro é curto e vale a pena a leitura. 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

RESENHA DE LIVRO: CONFISSÕES - AGOSTINHO DE HIPONA


 Confesso que quando comecei a ler esse livro até por curiosidade, até mesmo pelos reformadores já terem bebido da fonte de Agostinho, percebi que o livro se inicia com orações e eu querendo ler uma leitura mais leve, já imaginei que seria uma leitura pesada. Ler filósofos chega a ser cansativo, já li Maquiavel, Kierkeegard e por ser uma leitura densa, já cansa. Todavia, ao me aprofundar na leitura do livro, o autor mostra sua nudez diante de Deus e dos homens. Deus está no homem e o homem em Deus, e os primeiros anos de Agostinho até na infância, ele já trata do seu pecado. Da sua miséria diante do Senhor. Ele já fala que como pode ser o Reino de Deus das crianças se já na infância ele possuía tal maldade? Ele exalta o criador em cada estrofe do livro. Fala da relação da fé piedosa de sua mãe, sua aversão ao grego como estudo de Homero, mas da sua alma como um deserto ausente do Senhor. 
Na página 19 "A prodigalidade veste-se com a capa da liberalidade; porém só tu és verdadeiro e liberalíssimo doador de todos bens". Isso nos mostra que o diabo tenta ser um mero copiador daquilo que Deus nos dá, todavia, ele sempre virá com a conta no final. Em Deus, a dívida está paga em Jesus. Ele combateu também o maniqueísmo. Viu que embora os filósofos falasse a verdade, a verdade deles tinha um ir além, que é Deus. Outro ponto interessante é que ele relata que sua mãe, Mônica, orou 9 anos por ele. Isso nos ensina a nunca desistir de orar por alguém. A impressão do livro em si, me traz sobre o amor ao amigo em Deus. Agostinho nos traz a ideia de que amigos são um consolo de Deus. Fala do Deus de amor que resiste aos soberbos. De um Deus que está presente mesmo nos que se afastam Dele.
Ele trata de suas falsas ambições como uma alegria de mendigo perto da grandiosidade do que o Senhor pode propor, sobre reservar um tempo de oração e meditação na Palavra. Falou da separação com sua amante, tratou sobre o verbo de Deus que é Jesus.
Situações que me chamaram a atenção no livro é que Agostinho e amigos já foram numa arena assistirem a gladiadores se digladiarem e também em alguns lugares do império romano ainda terem cultos pagãos aos deuses. Isso nos ensina que as mudanças na história não são mágicas como propõem alguns, mas gradativas. Embora o cristianismo já tivesse se tornado a religião do Estado, até isso se consolidar levou um tempo.
Ele tratou da felicidade da busca no Senhor e que nem todos a alcançariam por rejeitar essa verdade. Da murmuração do povo no deserto por murmurarem, não contra Moisés, mas contra o Senhor. Sobre o mediador entre Deus e os homens tivessem tanto em comum com Deus e com os homens e isso estava perfeito na pessoa de Jesus.

"Levantas os que caíram, e os que graças a ti continuam eretos, não caem nunca". (página 129)

Falou da vontade imortal do Senhor, que não varia conforme o tempo, continua a mesma. Me admira como eu vejo tentando relativizar a Palavra de Deus só para quererem ser mais aceitos nesse mundo.

Concluo sobre o pensamento de Agostinho de que ninguém faz nada sem Deus. De que pode cair Roma, mas a Cidade de Deus nunca cairá. Uma excelente literatura para quem quer conhecer mais sobre esse Pai da Igreja.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

RESENHA DE LIVRO: CALVINISMO - ABRAHAM KUYPER


O livro é do teólogo calvinista e filósofo hirlandês Abraham Kuyper (1837-1920) que se envolveu intensamente nas áreas acadêmicas e políticas do seu país aplicando os princípios do Calvinismo, editor chefe do Estandarte e do Arauto, bem como membro do parlamento. O livro é muito bom, mas como a resenha é minha, prefiro substituir a Palavra Calvinismo por Cristianismo. Porque tenho resistência à essa palavra? Não! Jamais! Acredito que João Calvino fez a melhor interpretação das Escrituras já estudada. A minha substituição se dá porque o brasileiro é um idólatra passional por excelência. Nos meus 20 anos de caminhada com Jesus, já vi o brasileiro entrar na onda da unção do riso, do cai-cai, do relativismo, da teologia da missão integral e agora com a postagem atualizada, da reforma. Isso mesmo. O brasileiro evangélico tem idolatrado a reforma à ponto de acreditar que não existe vida cristã fora dela e dada essa pequena introdução, já começo a falar do livro. 

O livro nos fala do que deveria e deve ser a paixão de todo cristão - dar bom testemunho de Cristo. Nos mostra que no princípio de Calvino que é o "Soli Deo Gloria" é honrar a Deus em todos os departamentos da vida.
Ele apresenta que a fé cristão tem que ser um sistema de vida, religião, política, ciência, arte e o futuro. No âmbito da religião, o Calvinismo se vê diferente do Luteranismo, pelo fato de ser através dele que a reforma foi propagada.
O cristianismo se sobrepõe as crenças como o paganismo, islamismo e até o romanismo sobre a figura de Deus.
No panteísmo, deus se encontra na criatura, na forma da natureza, dos animais e com isso surgem os animismos que é referente ao paganismo.
No islamismo, Deus é todo poderoso, mas não se relaciona com o homem, se separa da criatura.
No romanismo, para se achegar a Deus, precisasse de sacerdotes e o colegiado.
No cristianismo, Deus é todo poderoso, mas Ele se relaciona com o homem.
A fé cristã através do Sola Scriptura faz marchar contra o espirito dos tempos, seja até mesmo um agnosticismo ou modernismo.

"Não é Deus quem existe por causa de sua criação; a criação existe por causa de Deus" página 56

O ponto de partida em tudo que fazemos é Deus e não o homem. A religião pro homem é de que ele tem que ser mediador para o próprio homem e na fé, o mediador é Cristo. O homem é um mero colaborador. O cristão autêntico se preocupa com testemunhar a Cristo. Deus nos regenera, - isto é, Ele reacende em nosso coração a lâmpada que o pecado tinha apagado.
O livro trata da Igreja Universal invisível, que é a congregação dos eleitos de Deus de todos os tempos, presente, passado e futuro e até da semente da eleição em crianças. Ela é uma comunidade de indivíduos regenerados e confessos. O cristão coloca a vida toda diante de Deus e isso é o que importa, ele serve como um diácono de Dele e sempre para a glória Dele.

Abrindo uma opinião minha, ao ler esse livro, entendo com mais clareza quando Augustus Nicodemus, pastor presbiteriano e calvinista, fala para a pessoa se analisar se ela é um calvinista de fato. O livro fala da doutrina da aliança, ou seja, batismo de crianças e creio que a maioria daqueles que ficam se identificando como "supostos calvinistas", tem uma fé mais confessional e o livro também fala do estudo ético baseado sobre a lei do Sinai.
Em se tratando de calvinismo, diferente dos anabatistas (em que os pentecostais emprestam muitas coisas), o calvinismo não se anularam do mundo. Iam ao teatro, prestavam serviço militar. Era entender que tudo que faziam, faziam para a glória de Deus. Não se opunham ao Estado em caso de ele estar certo. Se opôs a revolução francesa no sentido de que o homem estava sendo glorificado e não Deus. No que toca a ciência, entende que por ordenança de Deus, o homem sujeita a natureza e demonstrou amor pela ciência. Tem o dever de promover a justiça.
 No tocante, a existência do mal, o ensino da graça comum entende que Deus freia o mal e extrai o bem do mal. O cristão não rejeita a ideia de sua natureza pecaminosa, mas louva a Deus pelo que os homens possa habitar juntos.
Em se tratando de calvinismo, o calvinista não se apega somente a contemplação, e nem deixa todas as áreas da ciência nas mãos dos homens. Eles entendem pela Palavra de Deus que "devemos sujeitar a terra". Logo, não existe conflito entre fé e ciência, mas a busca do conhecimento da criação de Deus como um todo. Ele busca se aprofundar cada vez mais, é o "amar a Deus de todo o seu entendimento". Ele não reprime outros pensamentos, mas com erudição, apresenta bases contestatórias à outros pensamentos diferentes da fé. Se o cristão se abandonar somente a contemplação e não mostrar a glória de Deus para as demais áreas do conhecimento humano, ele não passará de um avestruz que enfiou a cabeça na terra e não como a águia que voa.
 No tocante a arte, o livro nos trás o Instinto Artístico como fenômeno universal e procedente do Espirito Santo, independente da crença do artista, pois é dom de Deus e faz parte da graça comum, logo a arte não pode se originar do diabo, mas como um ladrão, ele quer se apropriar dela. O livro traz uma crítica ao anabatismo por seu dualismo de obras de Deus e do mundo no tocante as artes.
A emancipação de Deus que algumas nações quiseram fazer, gerou uma degradação social, trocando a fé por religiões rousseaunianas ou darwinistas fazendo que as pessoas vivam coisas temporais e fecham seus ouvidos ao ouvirem os sinos da eternidade. Com isso, surgiram também os teólogos liberais que tiram a autoridade das Escrituras e só reconhecem o Cristo como um gênio religioso.

O autor fala do calvinismo, mas avisa que o calvinismo não supera as palavras do Ap. Paulo que é perfeita. Trata também da diferença Eleição x Seleção onde se bate o martelo de que o avivamento da vida não vem dos homens, mas de Deus. A derrocada moral da Europa com o rompimento com a fé cristã e os grupos liberais que não podem nem sequer serem considerados cristãos de fato e verdade, vendo o catolicismo como um aliado nessa luta.
O livro se encerra sobre o homem adotar uma religião nova, que é a de Darwin e Rousseau.

Na minha opinião, isso se faz muito recente nos dias de hoje, onde muitos fazem uma leitura de opressor nesses teóricos, mas não na da Bíblia. Leitura recomendada.


domingo, 9 de dezembro de 2018

RESENHA DE LIVRO: A IMAGINAÇÃO TOTALITÁRIA (OS PERIGOS DA POLÍTICA COMO ESPERANÇA)


 Um livro que recebi por indicação por algum canal conservador, mas de suma importância para os que depositam esperança na política. Logo, por ser uma esperança política, não passa de uma imaginação totalitária como sugere o título do livro. A introdução é explicada pelo autor de como serão os capítulos e logo de cara já curti a frase de IRVING BABBITT em Democracia e Liderança: "Todos nós, em algum momento de nossa vida, já travamos contato com pessoas que se consideram rematados "idealistas"; porém, quando testadas, acabam se revelando sonhadores desastrosos"(pág. 24). O autor fala da decepção de um intelectual marxista que mais chamava atenção em sua estética do que em sua pretensa sabedoria de como enxergava a sociedade. Uma pessoa que buscava objetividade científica no que diz respeito à analise da totalidade das relações humanas. Sempre o papo de contradições do capitalismo, luta de classes, justiça social, reforma agrária e sociedade igualitária. É o sedutor mantra marxista e principal dogma da religião política responsável pelas grandes catástrofes do século XX. Sempre com apelo de querer viver um mundo mais justo, só que totalitário. E isso vemos no nazismo, fascismo, comunismo e socialismo. Um dos principais genocidas do séc. XX, Stalin, citava com orgulho a "luta de classes" num sistema que cachorros e pessoas brigavam por pedaço de pão. O amigo marxista do autor se decepciona porque ele entendeu que seu "mundo ideal" não funcionava diante da dor humana de uma senhora que aqueles que prometiam proteger e até mesmo ele, não faziam nada por isso. Um sistema que não entende a dor humana da Maria, do José e do João, prefere falar do bem da humanidade para fugir da responsabilidade individual de cada um. Lidar com política é lidar com pessoas reais e não com entidades abstratas. Elas prometem um mundo que não existe. O livro lida com aqueles falsos intelectuais que exigem a destruição da cultura e quem quer destruir a cultura, quer destruir o próprio ser humano. Frase "incontestável a posição privilegiada dos intelectuais, e que aqueles que tenham por ideal uma igualdade absoluta da humanidade, em todos os pontos de vista, devem forçosamente exigir a destruição da cultura"(pág.41). Esse é o pseudo intelectual. É o mesmo que destruir a Maria, o José e o João. Ele encara as pessoas como método e não como um ser singular. O pensamento marxista é fraco que ele fala da luta de classes, mas como seria uma sociedade sem classes? A ciência nunca foi capaz de explicar. O livro também apresenta a inclinação rousseauniana dos pais que nunca olham seus filhos como maus, mas com a bondade natural. A falta de preocupação deles com a sexualidade dos filhos. A redução dos abortistas que reduzem o embrião à um conjunto de células nada diferente de uma alface. Se eles acreditam que um embrião não é nada, logo, todo o ser humano não é nada. O ser humano tem etapas da vida desde o embrionismo, nascimento, consciência e por aí segue adiante. Na minha opinião pessoal, uma pessoa que se compara a um animal, que viva numa coleira como um, que não tem consciência de atos. Discurso fraco e falacioso. São pessoas que se reduzem a um mero experimento insignificante e acham que todos devem ser assim.
Aprendo que não há maior perigo para a liberdade humana do que o dogma político, o monopólio de um único grupo. Politica e "grande verdade" não combinam. Como eu tenho uma cosmovisão cristã, acredito que o cristão na política deva ser um propagador de justiça e não um relés moralista. Entenda, não sou contra a moral, pois ela põe um teor de certo e errado numa sociedade, pois entendo como religião justa  e humana o cristianismo, que embora seus representantes tenham cometido erros, não houve erro em Jesus. A Imaginação Totalitária e Política é idólatra, pois propõe a solução para todos os homens.

"Acreditamos com tanta força em certas ideias que já não conseguimos pensar na possibilidade de estarmos errados ou ceder em alguns pontos". (pág. 175)

"Deste modo, por fim, pôde assumir aquele aspecto de revolução religiosa que tanto apavorou os contemporâneos, ou melhor, ela mesmo tornou-se uma espécie de religião nova - religião imperfeita, sem Deus, sem culto e sem outra vida, mas ainda assim inundou toda a Terra com seus soldados, apóstolos e mártires". ALEXIS DE TOCQUEVILLE,  O antigo regime e a revolução pág. 234

Esse livro fala de Cristo já dando limites ao Estado quando ele disse "Dai a Deus o que é de Deus e a César o que é de César". O homem numa era secular e niilista parou de perguntar pelo significado de sua existência, logo, tem se perdido em justiças sociais, levando sempre aquele lado rousseauniano em acreditar que todos os homens são bons, descartando a ideia do pecado.

"moderno idealismo político".. "o agitador apela principalmente a ela quando instiga a multidão com suas imagens de felicidade que deverá sobreviver depois da destruição da ordem social vigente". pg. 263

Por expectativas em tais pensamentos terminam em tédio e desilusão. O objetivo do totalitarismo é instaurar um governo onipotente como já disse Ludwig Von Mises, sem levar em conta o ser humano, pois temos consciência de nossa participação na vida e na sua finitude. A política não pode ser vista como redenção e apenas uma mediação relativa. É o que fazem aqueles que usam a violência para destruir propriedade privada e até pública para querer apresentar algo redentor. A teologia da libertação e acrescento o que não tem no livro, a da missão integral querem agregar a política do pobre. Para essas teologias que adotam abordagens irreconciliáveis com a noção de pobreza e a justiça seria algo como Jesus receber o pão ofertado por Satanás de braços abertos na "Tentação do Deserto".
"a ideologia é a fórmula política que promete um paraíso terreno à humanidade; mas de fato, o que a ideologia criou foi uma série de infernos sobre a Terra". pag. 234

Com tudo isso, não dá para apoiar tais pensamentos que são contraditórios em si, pensamentos totalitários que se acham acima do bem e do mal.

O livro tratou muito as questões acima, é de leitura simples que você lê 446 páginas tranquilo.

sábado, 8 de dezembro de 2018

RESENHA DE LIVRO: MOSAICO TEOLÓGICO (ESBOÇO DE DOUTRINAS CRISTÃS)


Sou ouvinte regular do podcast BiboTalk e vi no canal do youtube a propaganda desse livro que me chamou a atenção em ler. Prefaciado por Augustus Nicodemus, quando li o primeiro capítulo, pensei "mais um livro sobre o Credo Apostólico". Já tinha lido o Esboço de uma Dogmática do Karl Barth ao qual em breve, também farei uma resenha, achei que o conteúdo não seria diferente do que eu já tinha lido sobre. Teologia é falar sobre Deus e as coisas pertinentes a Ele (prefácio). A ideia do Credo é que num período em que iam surgindo diversas heresias sobre Jesus, a Igreja se viu forçada a criar o Credo no século IV para lhe dar um norte e vencer o arianismo que tirava a divindade de Jesus. No capítulo sobre Deus, aprendemos o quanto Ele se revelou ao homem pela natureza, pela moral já escrita no coração deles e a revelação especial pelas Escrituras. Ele se apresentou. Ele se nomeou. O interessante é que no Novo Testamento, o judeu já tinha a ideia de um único Deus, por isso já utilizava mais a palavra Deus e não necessariamente o nome, porque não acreditava na divindade de outros deuses. Pela fé, Deus criou o mundo. Jesus é o centro das Escrituras, é a centralidade da cruz. Satanás tenta lançar dúvidas sobre o lugar de Deus nos seus filhos como fez com Jesus no deserto, esse foi o cerne da tentação. A cruz é o maior símbolo do cristianismo. Pregamos o Cristo crucificado que é loucura para gregos e escândalo para gentios. A cruz é o resgate do pecador que somos. É na cruz que a fraqueza se torna forte. É na ressurreição de Jesus que a Igreja surge. O Espirito Santo é o consolador enviado por Ele para Sua Igreja. Ele é o santificador e embora sejamos regenerados com a obra expiatória de Jesus, a santificação é um processo diário até o nosso último dia. Ela não é requisito da salvação, pois isso pertence a Deus, o cristão se santifica para ser sal da terra e luz do mundo. O livro trata também da Igreja que é universal, una e santa. É a congregação dos pecadores em busca de Deus que os santifica, logo, ela é santa porque não é de seres humanos, mas de Jesus Cristo. A reforma trouxe um impulso a formação de denominações que consolidaram em confessionalidades. E com as ortodoxias, surgem as ortopraxias. Aprendi também que a palavra exortação quer dizer encorajamento. O livro traz a Esperança Cristã da ressurreição dos mortos e da vida vindoura, "Karl Barth disse que Deus é a negação do tempo, pois ele possui a Eternidade"(pág.89). E por fim, as Escrituras que são a nossa regra de fé. Um cristão autêntico crê na infalibilidade das Escrituras, pois elas são inspiradas pelo próprio Deus. Vivemos numa época da negação da verdade absoluta, substituindo-a por uma relativa e um arcabouço de verdades, o que não é verdadeiro. Ela se mantém inalterável e nisso o cristão tem que se manter firme.  O PDF possuí 103 páginas e a leitura é rápida e de fácil entendimento. Procure na BTBooks. 


sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

RESENHA DE LIVRO: OS 100 ACONTECIMENTOS MAIS IMPORTANTES DA HISTÓRIA DO CRISTIANISMO: Do Incêndio de Roma ao Crescimento na China


Esse livro é muito importante para quem não tem tempo de se aprofundar num estudo mas pode adquirir uma noção de conhecimento da história da própria fé. O autor quis partir daquilo que não estava registrado nas Escrituras, que como o próprio título indica, se inicia do incêndio de Roma. Vou deixar um breve relato dessa resenha de livro:

*Roma é incendiada por Nero e ele acusa os cristãos de serem os responsáveis pelo delito, logo, eles eram perseguidos pelo império romano, sendo que o cristianismo foi considerada uma religião ilegal por ser considerada "ofensiva". Houve um tempo que Roma achava que o cristianismo era mais uma seita judaica, mas percebendo o repúdio que os judeus tinham pelos cristãos, ela começou a enxergar de maneira hostil a fé cristã, essa que não estava disposta a compartilhar suas crenças com outros deuses. logo, em 68, os filhos de Deus eram crucificados, atirados as feras. Tertuliano disse que o "sangue dos mártires é a semente da igreja".
*Tito destrói Jerusalém, numa revolta iniciada em consequência de Géssio Floro odiar os judeus e amar o dinheiro e com isso, na entrada baixa de impostos, se apoderava do tesouro do templo. Isso fez os revoltosos, inspirado pelos antigos macabeus, a enfrentar Roma. Os zelotes venceram os Romanos, só que eles não tinham noção do que era enfrentar um império. O ataque a Jerusalém começou com Vespasiano, mas esse para assumir o papel de imperador, nomeou seu filho Tito, que por fim, conquistou Jerusalém e destruiu o templo. Esse foi o marco do fim do Estado Judeu até os tempos modernos. Os cristãos fugiram de Jerusalém assim que viram os exércitos romanos cercarem a cidade ao se lembrarem da advertência de Jesus (Lucas 21:20-24).
*Justino Mártir era estudioso em filosofia e encontrou um cristão idoso que lhe ensinou sobre as profecias judaicas e seus cumprimentos em Cristo e com isso, se tornou um dos primeiros apologistas cristãos para o mundo romano e para ele, toda a verdade que buscava, era a verdade de Deus. Sempre argumentou em favor da fé, discutiu com Marcião, líder gnóstico. Sua frase "Vocês podem nos matar, mas não podem causar o dano verdadeiro". Foi decapitado junto com outros 6 cristãos, logo viria a alcunha de mártir. 
*Policarpo foi martirizado e sua história anterior é que até seus captores não queriam fazer isso, devido ele ser um homem bom e amável. Os romanos o forçavam a dizer que César é o Senhor para que ele salvasse a si mesmo e esse homem se manteve firme. Detalhe: os cristãos eram chamados de ateus por não se renderem ao culto ao imperador e as divindades romanas. A tradição aponta que Policarpo estudou com o Ap. João e combatia também os falsos apóstolos, ou seja, aqueles que andaram ou sequer viram com seus olhos Jesus, requisito bíblico para ser apóstolo. Era testemunha fiel da sua fé e sempre pediu audiência para explicá-la. Foi martirizado na fogueira, e alguns alegam que seu sangue apagou o fogo que não consumiu seu corpo. Com isso, surgiu o culto aos mártires querendo adquirir relíquias deles. Muitos tiveram sua fé fortalecida. 
*Irineu, bispo de Lião, combateu as heresias propostas pelo gnosticismo, que se propunha ser uma crença cristã, mas negava muitas coisas sobre Cristo. Autor da obra "Contra as Heresias", também foi próximo de Policarpo. 
*Tertuliano começa a escrever livros cristãos, sua origem é africana, aplicou filosofia grega em seus escritos, mas escrevia em latim. Autor da frase "O sangue dos mártires é a semente da Igreja". Trouxe a doutrina da Trindade em que Deus é a única substância em três pessoas e sua ideia de substância era o de direito à propriedade. Diferente de Cipriano, os bispos não tinham o poder de absolver pecados, como era proposto. Cria que os bispos davam continuidade a sucessão apostólica em ensinar os mandamentos de Jesus. Cria no sacerdócio de todos os crentes, como Lutero. 
 *Orígenes, intelectual, escreveu muito conteúdo bom para a fé e também muita heresias. Era admirado por cristãos e pagãos, mas por adotar filosofias platônicas, escreveu também muita coisa contrária a fé. Se esforçou para que a Igreja de Cristo fosse respeitada perante os olhos do mundo com sua erudição, foi perseguido e condenado a morte em uma estaca por Décio, mas a morte o imperador impediu que isso se consumisse. Foi o pai da ortodoxia e das heresias. 
*Cipriano escreve a Unidade da Igreja e fortalece a ideia de que os bispos são o caminho até Deus e que o Espirito Santo trabalha através deles. Nada de novo debaixo do céu. Desejava a unidade da Igreja e ignorava a teologia (nada de novo também). Ele não sofreu perseguição, mas desejava a Igreja unida. Suas afirmações: "Fora da igreja não há salvação" e "Ninguém pode ter Deus como Pai se não tiver a igreja como mãe". 
*Antão se torna eremita e acaba sendo o pai dos monastérios. Queria tanto amar a Deus que se isolava do mundo e ainda assim, as pessoas iam ter conselhos com ele, devido ao seu desejo desenfreado por santidade. Foram as palavras de Jesus ao jovem rico que o mudaram. Original do Egito.Combateu as heresias arianas, do bispo Ário. A filosofia de Antão de se afastar do mundo foi combatida pela Reforma. Antes de morrer, pediu que ninguém soubesse onde era seu túmulo. 
*Constantino se converte e se torna o primeiro imperador cristão devido à uma visão, recebeu para colocar nos escudos dos seus soldados o XP, as duas primeiras letras da palavra Christos, em grego. para vencer uma batalha. E com a vitória, o cristianismo recebe privilégios, constrói templos e a fé para de ser perseguida. 
*O Concílio de Nicéia determinou o fim das heresias de Ário que dizia que Jesus era um ser criado e só Deus era imortal. Apresentou que Deus Pai e Filho são um único Deus e estabelecem seu credo. 
*A carta de Atanásio reconhece o cânon do Novo Testamento. Logicamente que quando Paulo afirmou que toda Escritura é inspirada com Deus, ele se referia ao Antigo Testamento, mas como as cartas apostólicas edificavam a Igreja, elas acabaram sendo reconhecidas também.

*O bispo Ambrósio desafia a Imperatriz, mãe do imperador Valentiano, a não deixa-la entrar na catedral de Milão e introduzir as heresias arianas e eles se depararam com uma fé inabalável. Era compostor de louvores. Agostinho de Hipona se converte por ajuda de um dos ajudantes de Ambrósio. O homem era tão firme que já chegou até a excomungar o imperador Teodósio por conta de uma atitude de mandar massacrar os cidadãos de Tessalônica.
*Conversão de Agostinho de Hipona se deu quando ele leu Romanos 13. 13, 14 e já estava cansado de uma vida devassa. Se apegou a fé, combateu Pelágio em afirmar que toda bondade só nos poderia ser dada por Deus e ninguém poderia escolher o bem se não fosse dado por Deus.
*João Crisóstomo se torna bispo de Constantinopla. Enfatizou a humanidade de Cristo.
*Jeronimo traduz a Bíblia da septuaginta (tradução do antigo testamento para o grego) para o latim, também chamada de vulgata. Ele acabou também traduzindo os apócrifos, pois estavam em grego. Foram considerados apenas leitura para edificação e não como doutrina.
*Patricio evangeliza a Irlanda. Teve problemas com os druídas, mas sua evangelização alcançou os corações deles. O Concilio da Calcedônia estabelece a humanidade de Cristo. Bento estabelece a ordem monástica. Columba evangeliza a Escócia. Gregório I se torna papa. Beda, o Venerável, é historiador da igreja. Seu foco foi em registrar a história da igreja de maneira minuciosa.
*A Batalha de Tours expulsa os Islâmicos do Ocidente. Coroação de Carlos Magno. Poderia listar muitas coisas, mas o que me chamou a atenção foi a incursão do Papa Urbano II ter promovido as primeiras cruzadas no intuito de unir cristãos que guerreavam entre si, pois eles eram nominais. Ao criar um inimigo em comum, os muçulmanos, houveram diversas disputas e as criações das ordens templárias. O monastério eram para aqueles que se desejavam se afastar do mundo e viver santificação. Surgem também as universidades. Houveram cismas entre as igrejas do ocidente e do oriente e com isso, não houve reconciliação. Os surgimentos dos Valdenses por Pedro Valdo, aos quais foram muito bem aceitos pelos protestantes, Francisco de Assis e a ordem franciscana, Catarina que impediu o cisma na igreja católica, pois havia um papa na França e outro em Roma, As Institutas de Calvino que foi a base de estudo da fé protestante, o anglicanismo e a tradução da bíblia King James, a Confissão de Fé de Westminter que é a base da igreja presbiteriana, formada pelos puritanos que queriam uma reforma dentro da igreja anglicana. O surgimento das denominações anglicanas, pentecostais, batistas. O exemplo de político cristão que foi Wiberforce que lutou contra a escravidão negra. Os pensadores e sua teologia, como Calvino, Wesley, Finney, Moody, Kierkegaard ... As missões na China e demais países. Só posso indicar a leitura porque se eu resenhar mais, será um texto extenso.


Vale muito a pena ler esse livro para conhecer a história da nossa tradição cristã e depois, se aprofundar nos fatos.


quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

RESENHA DE LIVRO: OS CLÁSSICOS DA POLÍTICA - FRANCISCO C. WEFFORT


 Uma das minhas muitas paixões literárias além da Teologia, da Filosofia e do Direito, uma delas é a ciência política. Confesso que quando li esse livro no meu primeiro semestre do curso e hoje, já concluindo e lendo-o pela segunda vez, tenho uma compreensão muito melhor da leitura. E com certeza, esse livro que indico organizado pelo Francisco C. Weffort com seus autores internos, você terá uma compreensão melhor do pensamento político filosófico. 

O autor em seu prefácio já nos brinda que "a desgraça dos que não se interessam por política é serem governados pelos que se interessam"(pág.8) e fato real e verdadeiro até os dias de hoje. Basta o candidato ao cargo governante utilizar bem do populismo. Um pensador é um clássico porque suas ideias permanecem até hoje por conta da construção do seu pensamento ser atual até os dias de hoje. 

Somos brindados com:

Nicolau Maquiavel - amado por uns, odiado por outros, sempre lembrado no termo vulgar como maquiavelismo, alguém dos fins que justificam os meios. O livro nos brinda com sua rápida biografia e a base do seu pensamento como: 

  • A Verdade Efetiva da Coisas - Esqueça o pensamento do "dever ser". Maquiavel se atenta no que é de fato e verdade, ou seja, ver e examinar a realidade como ela é e não como se gostaria que ela fosse. Ele tira a ideia do Estado romantizado por uns e se foca na estabilidade do Estado. O príncipe tem que ser meio homem, meio animal, como o centauro - ora fazer valer a lei, ora coagir pela força. O Estado deve ser construído por homens que desejam evitar a barbárie. Entende que o mundo da política não leva ninguém ao céu, mas sua ausência pode causar o pior dos infernos.
  •  Anarquia x Principado e República - Ele apresenta a briga dos que querem dominar e dos que não querem ser dominados. O que me chamou a atenção nesse tópico é que se ambas as forças opostas quisessem o domínio, a mais forte prevaleceria. 
  • Virtú x Fortuna - Ele apresenta a ideia de que a Fortuna é uma deusa que quer ser seduzida por homens fortes e esforçados, logo, os que a seduzem, ela dá a virtude de adquirir riquezas (virtú).
Maquiável, dentro da minha cosmovisão cristã, criticou tanto o controle de Deus sobre as coisas que ele tentou diversas vezes entrar na área política e toda vez que estava perto de alcançar algo, ele acaba perdendo. Isso é para afirmar que "Se o Senhor não guardar a cidade, a sentinela não é protetora". Todavia, ele escreveu essa grande obra que nos ensina a governar de maneira equitativa, ou seja, punir quem deve ser punido e agraciar quem deve ser agraciado. O príncipe não pode ser bonzinho demais ou tirano de mais.

Thomas Hobbes - Hobbes, como Maquiavel e até Rousseau em certa medida, eram considerados pensadores malditos por suas ideias políticas e da sujeição da religião ao Estado. Ele escreveu o Leviatã num período que passou por uma terrível guerra civil e ele mostra o Estado como monstruoso e o homem belicoso (homem lobo do homem), diferente das ideias aristotélicas sobre o Estado paternalista e homens bons. Era um contratualista e como um, entendia que os homens viviam num Estado de Natureza (Jus Naturalis) sem governo ou regras e firmaram um pacto entre si. Alguns podem pensar que como selvagens poderiam firmar um pacto? Para os contratualistas, o homem sempre foi o mesmo que é hoje. Hobbes pontua:

  • Generalização da Guerra  - Para Hobbes, os homens não são iguais, eles são tão iguais que se matam por qualquer coisa, seja para tomar a propriedade do outro, a mulher do outro ou apenas por mero capricho que é a glória pessoal. O homem hobbesiano mata por mero capricho e ninharia. Um homem encontra o outro, eles se matam seja por medo ou defesa pessoal. É o "homem lobo do homem" dentro do seu Estado de Natureza, em que ele pode fazer o que quiser e o que bem entender.
  • Como por Fim a esse Conflito - O individualismo hobbesiano não é o burgues, pois esse não almeja bens, mas honra - por isso mata por ninharias. Mata em nome da honra. O Estado de Natureza para ele é uma guerra constante de todos contra todos. Logo, os homens firmam o pacto, o contrato e transferem todo o poder a pessoa do soberano que representa o Estado, logo esse que não pode ser julgado pelos seus súditos. É o Estado dotado de espada, armado, para forçar os homens ao respeito. É o "abrir mão da liberdade para que se tenha segurança".
  • Igualdade e Liberdade - Hobbes entende que a palavra liberdade insurja paixões, logo, repito que ele abre mão da liberdade para ter segurança. O homem renunciou seu direito de natureza ao firmar o pacto. O soberano não perde a soberania se não atingir os desejos de cada súdito. Ele nem sequer é julgado por seus súditos. 
  • O Estado, O Medo e a Propriedade -  O Estado Hobbesiano é marcado pelo medo. A propriedade pertence ao soberano. 
John Locke - Conhecido como pai do liberalismo clássico, entendia também do Estado de Natureza, Locke conclui, por influência liberal, que Deus tinha dado ao homem vida, liberdade e PROPRIEDADE. Sim, o assunto é a propriedade privada. Diferente de Hobbes que apoiava a invasão do Estado em tudo para dar segurança, Locke apresentava a ideia de que o Estado deveria ser limitado e combatido no caso de ele interferir na Propriedade Privada do indivíduo. Esse é o direito de resistência, ou seja, se o Estado interferir na propriedade, ele deve ser combatido.

Montesquieu - Esse pensador trouxe a ideia da tripartição dos governos e dos poderes. Ele definiu a lei como "relações necessárias que derivam da natureza das coisas"(pág.115) e por isso, carregam empirismo, todavia, o foco de Montesquieu não era as relações dos homens entre si, mas o que já foi positivado.

  • Os três Governos - Ele conceitua em "monarquia, um só governa através de leis fixas e instituições; na república, governa o povo todo ou em parte (república aristocráticas); no despotismo, governa a vontade de um só"(pág 116). O modelo proposto pelo pensador é o da república, pois o povo governa na figura de um representante, pois o próprio não sabe se governar. 
  • Os três Poderes - Ele apresenta o conceito dos poderes Executivo - faz, Legislativo - cria e Judiciário -julga, que são aplicados até hoje. 
Rousseau - Cria que o homem nascia bom, mas a sociedade o tornava mal. As artes eram a distração desse homem mau, pois não teria tempo de maquinar a maldade na mente. Era uma pessoa avessa a salões e cortes.
  • O Pacto Social - Rousseau vai bater nessa ideia do contrato social proposto pelos contratualistas, o surgimento da propriedade privada, os homens se sujeitarem as leis... Para o autor, a sujeição a lei só é boa se for de maneira deliberada e não imposta e que tudo deveria ser governado pelo povo. Foi considerado o pai da revolução. "O homem nasce livre e encontra-se aprisionado"... (pág. 194).
  • A Vontade e a Representação - Para o autor, o pacto social é a alienação, típica de discursos esquerdistas de quem não "se aliena as ideias deles", o monarca é um funcionário do povo e ele já carrega um pessimismo de que uma sociedade já corrompida não pode mais voltar ao Estado de Natureza anterior, ou seja, sua liberdade é irrecuperável. 
O Federalista - Série de artigos publicados por Hamilton, Madson e Jay, eles definiram a Constituição dos E.U.A. Foi focado numa teoria política moderna e não usou exemplos da Antiguidade.
 Propunha uma nova forma de governo focado nos indivíduos. Madson chegou a falar da maldade humana e da força das leis, pois se fossem anjos, não precisariam de governo. Adotou-se a separação dos poderes para evitar tirania e institui o Senado e a paralisação dos governos populares.


Essa é a minha pequena resenha. 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

RESENHA DE LIVRO: A DOUTRINA DA ELEIÇÃO - JOÃO CALVINO


Excelente pensamento teológico de João Calvino, esse homem de Deus não aceitava a ideia do nome teologia calvinista, preferiu teologia reformada. Em sua morte, não quis o seu nome numa lápide para que ninguém idolatrasse seu corpo, pois desejou toda glória a Deus. 

O que me agregou nesse livro é que Deus não esperou nenhuma boa obra do homem para que Ele pudesse escolher. Afirmar que o homem escolhe Deus é afirmar que existem méritos na conversão, logo, sabendo que Nele não existem méritos, o homem faz a Bíblia mentirosa em afirmar seus méritos de escolha. Quando se afirma que Deus escolheu Jacó e não Esaú, diz-se que Deus previu. Ora, conforme o autor, isso é especulativo, pois as Escrituras afirmam que Deus escolheu. Se a autoridade do Ap. Paulo fosse abolida em afirmar que Ele nos elegeu antes da fundação do mundo, logo, a Bíblia toda teria que ser abolida também. 

Esse livro me mostrou que se Jesus fosse tirado de nós, logo Deus seria juiz. Mostra que é certo que Deus nos ama em entregar o Cristo. E uma vez salvo, salvo para sempre, todavia, salvo para a santidade, pois a atitude de um salvo é se santificar, essa que só provém também do próprio Deus.

Cito um parágrafo das págs. 7 e 8:

"Não devemos falar precipitadamente da Eleição de Deus, e dizer, que somos predestinados; mas se vamos estar seguros da nossa salvação, não devemos falar levianamente dela; se Deus nos tomou por seus filhos ou não. Que faremos então? Olhemos para o que está estabelecido no Evangelho. Ali Deus nos mostra que Ele é nosso Pai; e que Ele vai nos levar para a herança da vida, depois de ternos selado com o selo do Espirito Santo em nossos corações, que é um testemunho incontestável de nossa salvação, se nós a recebermos pela fé".

Entendi que o Evangelho é pregado a pessoas que já são reprovadas, mas quando recebemos a Doutrina de Deus, com obediência e fé, descansamos em suas promessas, ficamos certos da Sua eleição. 

Outros podem afirmar que a salvação é pela fé, mas quem é que nos dá essa fé senão o próprio Deus?

 E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna. 

Atos 13:48


Cito um parágrafo da página 10:

"Portanto, a eleição de Deus está muito longe de ser contra isso, pois confirma o testemunho que temos no Evangelho. Não devemos duvidar, que Deus tem registrado os nossos nomes, antes que o mundo fosse feito, entre os Seus filhos escolhidos, porém o conhecimento certo disso Ele reservou para Si mesmo". 

Aprendi que é Deus que nos atribui a fé para que creiamos no Evangelho. 

Os antigos, antes de Jesus, pela fé atribuída por Deus suportaram o mal do mundo e nós, como cristãos que recebemos a revelação do Pai sobre Jesus, temos que ser tão firmes quanto eles. Isso só me ensinou que temos que ser constante na fé. 

Recomendo a leitura, mesmo que você tenha uma posição diferente. 


Deus abençoe. 

RESENHA: CURSO VIDA NOVA DE TEOLOGIA BÁSICA - INTRODUÇÃO À BÍBLIA - R. LAIRD HARRIS

Esse livro é sensacional pela sua linguagem simples e seu início "TODOS OS CRISTÃOS PRECISAM DE TEOLOGIA".  Eu acredito nis...