quarta-feira, 28 de novembro de 2018

RESENHA DE LIVRO: A REVOLUÇÃO DOS BICHOS - GEORGE OWELL


Livro do libertário George Orwell, venho primeiramente ressaltar que não partilho de ideias libertárias ou de esquerda num geral, entretanto como leitor assíduo que sou, venho fazer a resenha dessa obra.

A história começa com os bichos se reunindo na fazenda do Sr. Jones e o líder deles, o porco Major, assim como era chamado, começa a discursar com os animais da fazenda sobre a exploração do homem e de como o homem é um inimigo. Lembro que ele utiliza o termo "camarada" para se referir aos bichos. Ele critica o duro trabalho que o homem impõe sobre os animais, alega que ele é o único que consome sem produzir, pois não dá leite, não põe ovos, não tem força para puxar um arado... É um explorador. O porco também discursa que o homem é um tirano e que não ninguém prospera por conta da tirania dele. O homem e o bicho tem interesses diferentes e não comuns, alega o porco. E após tanto burburinho, Sr. Jones acorda e os bichos voltam ao normal.

 Com a morte de Major, os bichos tramam a revolução deles com o nome ideológico de Animalismo, expunham as ideias deles, de que todo animal era igual. Interessante que nessa fazenda chamada Granja Solar, havia até o corvo Moisés que representava a religião que falava de um lugar maravilhoso para onde os animais iriam quando morresse, a misteriosa "Montanha de Açúcar". Dentro do Animalismo, tinham fiéis como os cavalos Sansão e Quitéria. 

A liderança dos bichos estava com os porcos Bola de Neve e Napoleão, que tramavam a rebelião e expulsaram o Sr. Jones da granja. Eles tinham até um hino chamado "Bichos da Inglaterra". 

Fizeram 7 mandamentos como:

1 - Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo
2 - Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asa, é amigo
3 - Nenhum animal usará roupas.
4 - Nenhum animal dormirá em cama. 
5 - Nenhum animal beberá álcool
6 - Nenhum animal matará outro animal.
7 - Todos os animais são iguais. 

Com a vitória dessa revolução, os debates entre Bola de Neve e Napoleão se acirravam sobre o que era melhor para a granja. 

A desigualdade começou agora:

Os porcos tinham os melhores privilégios pois eles eram os mais capazes intelectuais e precisavam das melhores coisas. E os demais bichos, sem entender, acabavam meio que entendendo. 

O Sr. Jones volta para reclamar sua granja e os animais tornam a expulsá-lo de novo. Vitória dos bichos. Tem-se o novo nome do evento: A Batalha do Estábulo onde o porco Bola de Neve lutou bravamente. 

A nova desigualdade começa:

Os animais começam a trabalhar sobre ordem dos porcos mais uma vez, pois os porcos eram os mais intelectuais...

Bola de Neve é sabotado e derrubado por Napoleão. Bola de Neve foge porque Napoleão atentou contra a vida dele botando cães atrás dele. 

Napoleão começa a explorar os animais e aos poucos, a ração foi sendo reduzida. Tudo em prol de construir um moinho. Tudo que dava de errado, a culpa era de Bola de Neve que nunca mais apareceu na história. Bichos são condenados a morte pelo porco Napoleão por estarem sendo acusados de conspiração com Bola de Neve. Os porcos começam a ter o melhor e os animais da fazendo o pior. Havia um porco chamado Garganta que seduzia os demais animais para que eles ouvissem mais e mais o líder Napoleão. Os porcos começam a dormir em camas e os animais ao relento. 

Os porcos deixavam o corvo Moisés pregar para os bichos, pois isso aliviava eles, lembrando que eles achavam o corvo um baita mentiroso e nem sequer acreditavam nele, mas não se opunham, pois queria os bichos sobre domínio deles. 
Os bichos eram todos iguais, mas uns eram mais iguais que os outros. Esse era o lema dos porcos. 

Os bichos trabalhavam feitos escravos, até mais que no tempo do Sr. Jones, com o propósito de que a granja era deles. Os porcos engordavam mais de alimento e os bichos tinham sua ração reduzida. Os porcos começaram a oprimir os bichos e já estavam usando roupas humanas. Já estavam ficando bêbados com bebidas alcoólicas. Tudo que dava de errado, a culpa era de Bola de Neve. Foi proibido o hino da revolução, sempre com olhares do líder, dos porcos e dos seus cães bravios. Os animais que não tinham mais validade, eram enviados para o matadouro, caso do fiel cavalo Sansão. 

Os porcos começaram a ficar de pé e a negociar com os humanos. E os dois já estavam cada vez mais parecidos sem distinção e com isso, os animais da granja foram cada vez mais oprimidos. Notou que todos os mandamentos foram quebrados?

Opinião minha?

Vejamos na Rússia comunista a fila para comprar pão. Fome no país. Vejamos a falta de papel higiênico na Venezuela.  Nesses locais houveram fome e desigualdade. E qualquer coisa que desse errado, a culpa era de algum fantasma que nem sequer existia mais, como era o caso de culparem direto o porco Bola de Neve. Eu nunca vi um membro do MST ter moradia em anos de governo petista. 

O comunismo é para apaixonados, mas como já é sabido e repetido, toda paixão é insana e sem razão e tem gente que ainda insiste em repetir a história. Como já disse o pregador, não há nada de novo debaixo do céu. O comunismo vem sempre com o pretexto de acabar com a pobreza, mas são seus líderes porcos que mais prosperam e pilham para si o produto do povo, oprimindo-o cada vez mais. Jesus, Deus que se encarnou na Terra, já havia dito que os pobres sempre teremos conosco, logo, não existe sistema que extinga a pobreza. Ainda há crentes que se envolvem com tal ideologia pela inocência de que estão fazendo justiça ao necessitado, coisa que eles poderiam fazer por eles mesmos sem precisar se aliar a ideias que agridem a crença deles.  

Ao mais, é um excelente livro para quem quer ter noção mínima política. Recomendo. 


domingo, 25 de novembro de 2018

RESENHA DE LIVRO: "EM GUARDA" - WILLIAM LANE CRAIG


Fiquei curioso em ler um livro de apologética de um dos maiores apologetas de nossa época - William Lane Craig - que foi indicação de Lucas, baixo e vocal da banda JCHC Archote. Fiquei curioso, pois me alegaram que esse homem trouxe Deus de volta para a Universidade, local cada vez mais ateísta ou de influência de esquerda. Já o prefácio do livro começou arrebentando sobre o discurso de Craig - A criação do Universo aponta para um Criador; Ele possuí um design inteligente; Valores Morais objetivos; Evidências históricas em favor da ressurreição (túmulo vazio, testemunha ocular, morrer pela fé - meu acréscimo) que prova a divindade de Jesus; Deus pode ser conhecido e experienciado de forma imediata. Sobre a existência do mal, não podemos afirmar que o mal existe sem afirmar a moralidade dada pelo Criador. O que impressiona é que todo aquele que crê e pratica as Palavras do Rei tem a verdade do seu lado. 
O foco do livro é nos ensinar a explicar a razão de nossa fé com mansidão e amor (1 Pe 3:15), não esperando que alguém se converta com isso, pois é trabalho do Espirito Santo, mas fazermos de nós pessoas que não temem argumentar com ateus ou agnósticos. 

Menção sobre Apologética:
"A palavra apologética vem do grego apologia, que significa uma defesa, como a que se faz nos tribunais. A apologética cristã envolve fazer a defesa da verdade da fé". A apologética é bíblica, pois o apóstolo Paulo a defendia diante de judeus e gregos. Ela é importante porque "influencia a cultura (combate o secularismo que é uma cosmovisão que não abre espaço para o sobrenatural); fortalece os que creem (os ajudam a combater o relativismo) dando força aos pais para ajudar na criação dos filhos, a estarem sempre prontos para dar força à eles; ganhar os incrédulos - e o maior deles se tornou o maior evangelista - C.S. Lewis".

 A ideia é mostrar também o quanto crer em Deus é relevante para as nossas vidas hoje. O livro fala de Sentido, Valor e Propósito e caso Deus não exista, então isso não deve existir. E se Deus não existe e tudo não passa de um nada, então, não se deve deixar marca alguma nesse mundo, que conforme cientistas também orientam, vai deixar de existir. Se a vida acaba num túmulo, não faz o menor sentido viver como um Stalin ou uma Madre Teresa, pois os dois estão no mesmo patamar. Sem imortalidade, não há o que se importar com valor moral. 

Dentro das premissas que aprendi em lógica jurídica na faculdade, para a construção de um argumento, observo no livro:

1 - Tudo que existe tem uma explicação para existir.
2 - Se o universo tem uma explicação para existir essa explicação é Deus.
3 - O universo existe.

Se eu afirmo que o universo existe como conclusão de duas premissas, logo afirmo a existência de Deus como verdadeira. .

O universo não pode se criar, pois eu tenho que alegar que existe um universo maior. Mas e Deus? Quem criou Ele? Se Ele é eterno, no eterno não se cria. Se auto-existe em si, senão, caso contrário, terei que falar que um Deus maior criou Deus. 

Até os filósofos gregos, aos quais contribuíram para muitas ciências conhecidas hoje, criam que existia propósito na existência. Sem propósito e sem esperança, como já diria Sartre, só nos resta o desespero. 

Como ateus afirmam que o universo surgiu do nada, logo eu penso que tem que ter uma fé muito maior do que acreditar em Deus. Porque tudo tem um início, tem um meio e tem um fim. Até cientistas sabem que esse mundo terá um fim.

Al-Ghazali, teólogo muçulmano do século XII, pontua nas premissas abaixo:

1 - Tudo que começa começa a existir.
2 - O universo começou a existir.
3 - Logo, o universo tem uma causa.

Entendo que tudo o que começa, não começa a existir do algo. Alguém sempre dará um start, um início, por isso, que na minha opinião, afirmo:

"No princípio criou Deus o céu e a terra".

Gênesis 1:1

A Bíblia pode não ter uma linguagem científica, como alguns querem que ela tenha, pois ela utiliza a linguagem do autor que a escreveu na época, nesse caso, a autoria do Gênesis atribuída a Moisés, mas com uma lógica sem igual - tudo surgiu de algo.Defender que o universo foi criado do nada é uma falácia porque o nada é aquilo que a própria palavra diz - "nada". Um nada não cria. Um nada não existe.

Tudo tem uma causa para existir e com certeza, até com base na teoria do "Big-Bang", alguém acendeu essa bomba - e esse alguém é Deus. E o tempo começou a existir quando Deus criou o mundo e o universo, logo não existe tudo existir num infinito. Tudo começa, tudo tem meio e tudo tem um final. O universo não causou a si mesmo. Para o universo criar a si mesmo, ele teria que existir antes.

Aprendo que se Deus não existe, não deve existir uma moralidade como parâmetro. Tudo é relativo.

Deixo essas premissas e conclusão:

1 - Se Deus não existe, também não existem valores morais objetivos nem deveres.
2 - Valores morais objetivos e obrigações existem.
3 - Logo, Deus existe.

O relativismo acha errado uma pessoa crer em verdade absoluta. Na minha opinião, até quem crê em verdade relativa, acaba absolutizando-a. O bom e o mau estão ligados a valores e o certo e errado estão ligados ao fato de ser obrigatório.
Os valores morais objetivos exigem a existência de Deus porque se formos colocados no mesmo nicho que animais, logo seremos seletivos e isso é uma grande contradição. Os deveres morais objetivos exigem a existência de Deus.

Uma falha do argumento ateísta é trazer uma negativa universal, logo, por ser negativo, não se pode provar nada. Alias, a pergunta é ao invés de querer provar que Deus não existe, procure uma prova de que Ele exista.

No tocante ao sofrimento, os pensamentos de Deus estão acima dos nossos, logo entendo que o sofrimento nos aproxima Dele. O principal propósito da vida não é a felicidade, mas sim o conhecimento de Deus. O sofrimento humano inocente nos proporciona uma ocasião para sermos mais dependentes de Deus. É no sofrimento que a Igreja de Cristo se expande. O propósito de Deus não está restrito a esta vida, mas transborda para o além do túmulo, alcançando a vida eterna. 

Aprendi nesse livro é que nós não devemos nos calar diante de bobagens proferidas por "papagaios". Até os historiadores mais críticos admitem a ressurreição de Jesus. E quem nega a existência de Deus, que tenha o ônus da prova, pois é isso que deve ser feito. Os Evangelistas tem confiabilidade histórica. Vemos que Deus é tão real que até os fatos ruins com os heróis da fé não deixaram de passar em branco. Questione-se: a história é contada pelo lado vencedor, logo, é feito a melhor história sobre tal assunto.

A divindade de Jesus foi reconhecida por judeus, sendo esses verdadeiros monoteístas, até mesmo o mais ignorante deles. Alguns tentam dizer que o Jesus ressurreto era só uma visão, ao qual é impossível diversas pessoas terem a mesma visão, mas todas as testemunhas viram o Cristo encarnado, inclusive mulheres, essas que não eram contabilizadas na sociedade patriarcal.

As vezes, por sermos particularistas, ou seja, cremos em uma só verdade, o pluralismo se torna agressivo, pois segue aquela ideia de diversos caminhos da montanha para se levar até Deus e o cristão é particularista. Muitos até debocham da fé por conta da questão cultural de cada país, pois cada país teria a sua religião. Entretanto, sabemos que em Romanos, Deus também disse que julgaria o homem que se achegaria a Ele através da Natureza, ou seja, se um índio reconhecesse que não haveria diversos deuses, mas que um "Grande Espirito" tivesse feito tudo aquilo. Logo, por essa verdade bíblica não existe o mito do índio inocente.
Se o pluralista crê que o particularista é arrogante por achar que só ele é correto, logo não seria ele arrogante também em crer que ele é o certo?

Deus não julga as pessoas que nunca ouviram falar de Cristo com base no fato de elas terem ou não depositado sua fé em Cristo. Ele as julga com base na luz da sua revelação geral na natureza e na consciência que elas de fato possuem. Exemplo: Jó e Melquisedeque que nunca fizeram parte da aliança com Abraão, mas creram num único Deus.  Observações minhas: Aristóteles e Sócrates numa sociedade politeísta grega creram num único Deus.

E tem mais, Deus nunca seria injusto, pois Ele sabe quem creria em Jesus ou não mesmo que essa pessoa ouvisse falar do Filho Dele. Logo, Ele fará o julgamento com base na revelação geral da natureza e na consciência do indivíduo.

E com isso, encerro a resenha desse livro. Espero que possa abençoar cada leitor e até despertar em vocês o interesse de conhecer o livro.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

RESENHA: ENTRE MITOS E VERDADES - A HISTÓRIA DO REGIME MILITAR (BRASIL PARALELO)


 Li recentemente esse livro do Brasil Paralelo, material colhido por Henrique Zingano e Mariana Goelzer para nos trazer uma luz durante o período chamado de Regime Militar ou para alguns "intelectuais" de Ditadura Militar. Essa resenha é muito particular, com pontos que anotei nesse e-book gratuito disponibilizado pelo site. Eu sou mais um que ouviu do meu pai que ditadura só existiu para bandido e não para trabalhador. E confesso que faço as palavras de meu pai, as minhas. Sei que alguns podem até me acusar de reaça, fascista ou qualquer outra porcaria que não sabem o que isso significa, mas repetem como um papagaio. O que me interessa é que hoje, faço resenhas pontuando frases do livro que me marcaram com aspas e observações minhas num todo. Segue abaixo:

Sobre a polarização EUA-URSS e a guerra fria, "O Brasil era uma peça central no jogo entre as duas potencias. Por ser o país de maior influência na América do Sul, seu domínio poderia determinar para que lado penderiam as demais repúblicas..."

"A queda do muro de Berlim em 1989 e o colapso da União Soviética em 1991 não significariam o enfrentamento ideológico."

"FATO 1 - A AMEAÇA COMUNISTA NUNCA EXISTIU

As pesadas marchas da Revolução Russa de 1917 cruzaram o planeta e ecoaram nas terras tropicais. Essa reverberação não derivou exclusivamente de desejo espontâneo dos brasileiros de aderir à luta pelo comunismo,..."(g.n)

O livro tratou que o desejo de Lenin era tentar entrar nessa internacional comunista começando a ocupar sindicatos para falar com trabalhadores, enaltecendo a Revolução Bolchevique.

Sobre os partidos comunistas nos trópicos "... passou a obedecer às ordens vindas diretamente de Moscou. Sob orientação soviética (...) a URSS impunha o dever de criar, organizar e participar de agitações sociais, arquitetadas para gerar um clima de instabilidade política e social que viabilizasse a tomada de poder pelos comunistas".

"A falta de organização dos ataques e a ausência de aderência popular sentenciaram ao fracasso a Intentona Comunista, como ficou conhecido esse primeiro intento, facilmente derrotado pelo exército."

 O livro tratou das posições comunistas de João Goulart, o Jango, sobre seus discursos relacionados a tal "justiça social" que não é nada mais, nada menos o fim da propriedade privada, no que se tratava na discussão agrária. 

"FATO 2 - O REGIME MILITAR FOI UM GOLPE, POIS NÃO TEVE APOIO POPULAR

Os brasileiros assistiam atônitos a todos esses acontecimentos. Parlamentares, importantes instâncias da Igreja Católica e os principais jornais..."

Nesse período, houve a "Marcha da Família com Deus pela liberdade" que reuniu cerca de 300 mil manifestantes na Praça da República até a Sé pedindo pela saída de Jango e o não ao comunismo. Um cartaz me chamou a atenção "Verde Amarelo Sem Foice Nem Martelo". 

"Mesmo após a derrubada de Jango, as manifestações continuaram com uma nova motivação. No dia 2 de abril, o povo tomou as ruas para comemorar o fim da ameaça comunista ao país. Um milhão de pessoas reuniu na Marcha da Vitória..."

"FATO 3 - OS GUERRILHEIROS LUTAVAM PELA DEMOCRACIA

Quando o general Castelo Branco ascendeu ao poder, 30 países já haviam sido subjugados ao domínio da URSS através do uso de forças militares."

O livro apontou sobre o atentado à bomba no Aeroporto Internacional de Guararapes, em Recife - PE, que tinha como finalidade matar o ministro do Exército Costa e Silva. O atentado matou um repórter.

Esses grupos geravam pânico e violência, assalto a bancos, carros-fortes e estabelecimentos comerciais. Ocorreram sequestros de embaixadores para soltar os "companheiros presos por esses crimes", um deles, o José Dirceu, que detalhe, foi preso de novo nessa era por "corrupção". 

E o que falar do "herói da resistência" (aspas com teor pejorativo) Carlos Marighella que estudou guerrilha nos países comunistas e propôs o "Manual do Guerrilheiro Urbano".

E a "galerinha do bem" também não fala do tribunal vermelho. Quando algum "companheiro" queria sair fora, haviam execuções entre eles. 

CONCLUO A RESENHA:

Esse livro é ótimo para elucidar algumas questões de que a estratégia do poder era transformar, pela escola, pessoas em comunistas sem elas saberem que são comunistas. O livro rende uma boa leitura, é de fácil entendimento e está disponível em e-book pelo site. 




quarta-feira, 21 de novembro de 2018

RESENHA DE LIVROS: DIREITA E ESQUERDA - Razões e Significados de uma Distinção Política - NORBERTO BOBBIO


Livro do pensador político e do direito, o italiano Norberto Bobbio nos brinda com esse livro sobre uma díade que dividiu o mundo após a Segunda Guerra Mundial que transformou o mundo num lugar bipolarizado. Na sua introdução, ele nos apresenta de como uma ideia de esquerda pode perdurar, mesmo após a queda do muro de Berlim. O que me chamou a atenção nessa introdução foi de que o que temos hoje é uma democrática discussão entre Conservadores (direita) e Progressistas (esquerda). Nas atuais redes sociais de hoje, temos muita gente discutindo sobre política, sem saber ao fato o que ela é. Alguns se assumem de esquerda, mas não sabem de fato o que ela é e outros se assumem de direita, mas também não sabem o que de fato ela é. Se acusam de maneira constante. Ambos os pensamentos conquistaram o planeta...

Cito um parágrafo das páginas 16 e 17:
"Há quem tenha sustentado que o traço característico da esquerda é a não violência. Mas a renúncia ao uso da  violência para conquistar e exercer o poder é a característica do método democrático, cujas regras constitutivas prescrevem vários procedimentos para a tomada de decisões coletivas por meio do livre debate, que pode dar origem ou a uma decisão acordada ou a uma decisão tomada pela maioria. Prova disso é que, num sistema democrático, a alternância entre governos de direita e de esquerda é possível e legítima".

Embora a esquerda promova uma sociedade iguais, o que não é na prática uma verdade, pois precisaria de um representante, uma sociedade de esquerda sufocaria a liberdade de alguém que deseja prosperar num regime liberal (e quando falo liberal, para leigos, me refiro ao pensamento de Locke - Deus deu ao homem vida, liberdade e propriedade) ao qual a única obrigação do Estado é a intervenção mínima nas relações comerciais e proteger a propriedade privada. 
Dentro de um pensamento de direita, não existe juízo moral - ela não é inigualitária por más intenções - o foco é promover a incessante luta pelo melhoramento da sociedade, com base em defesa de um "progresso particular" que seria eliminado numa sociedade igualitária, ou seja, sufocar a liberdade. A direita e a esquerda não são caixas vazias. 

Norberto Bobbio - nascido de família rica - é confesso em apoiar a esquerda, todavia, ele como pensador político e do direito, busca ser equitativo e em sua problematização, ele sabe que falar dos dois movimentos acirram os ânimos, mas como ele colocou bem, é impossível nessa sociedade não ter um pensamento que é antítese do outro, dentro da sociologia, do direito, da economia e aqui, em opinião particular, como cristão, vejo Calvinistas e Arminianos, Protestantes e Católicos etc.

Jean Paul Sartre já dizia que esquerda e direita são duas caixas vazias.

 Em sociedades democráticas sempre haverá essa dicotomia. Houveram movimentos Terceiros que na tentativa de centralizar as coisas, apresentaram o cinza entre o branco e o preto, o crepúsculo entre o dia e a noite, chamados de Terceiro Inclusivo e Terceiro Incluído, para tentar resolver essa crise de pensamentos políticos. O Terceiro Incluído se apresenta sem doutrina alguma e o Terceiro Inclusivo corre em busca de uma doutrina.

A ideologia da revolução conservadora nasceu após a Primeira Guerra Mundial como resposta da direita à revolução subversiva que havia levado a esquerda ao poder em um grande país e parecia destinada a se difundir em outras regiões.

"Fascismo e Comunismo representam na história desse século a grande antítese entre esquerda e direita. Mas como? Não só não a enfraqueceram, mas a exasperaram". página 59.

 As verdadeiras ditaduras nascem desses extremos, que são o fascismo e o comunismo, logo, é por isso que ele são antidemocráticos. 
 Todo movimento de esquerda é preponderante ao aborto, mas me questiono - se ela parte em defesa do mais fraco, o mais fraco numa relação do aborto não seria o nascituro que não tem como se defender?

O extremismo combate o moderantismo que é democrático. A direita representa a tradição herdada, a esquerda representa a emancipação de valores tradicionais, embora, o fato é que emancipação deveria se entender mais por inovação. E o oposto de emancipação deveria se entender mais por paternalismo.  

"Das seis grandes ideologias nascidas a partir da Revolução Francesa, três são clássicas: o conservadorismo, o liberalismo, o socialismo científico; e três são românticas: o anarco-libertarismo, o fascismo (e o radicalismo de direita) e o tradicionalismo". página 83

O livro apresenta de uma maneira de fácil leitura, um entendimento simples e como leitor, recomendo. 

RESENHA DE LIVRO: A ÁRVORE DA CURA - ROGER F. HURDING


 Inicio algo novo no blog do Cristo Suburbano como a resenha de livros. Acredito que o blog não deva se focar só em entrevistas com bandas, resenhas de CDs, mas também em dar dicas de boas leituras. 
 O livro do título é voltado para aconselhamento e tem como foco à ajudar o conselheiro, psicólogo ou o interessado em aconselhar a entender que nem todo conhecimento secular de ensino é maligno, mas algo como "manifestação da graça de Deus" para o homem. 
 No primeiro capítulo, a base principal do aconselhamento é "Estimular, Exortar e Esclarecer" e isso pode ser feito por qualquer pessoa que busque um pouco mais de elucidação na arte de aconselhar. Quando existe uma patologia mais apurada, é aí que entra a psicoterapia, que é algo mais da área da medicina. O conselheiro deve ser imparcial e buscar uma empatia com distância, ou seja, não se envolver no problema, mas procurar utilizar a base já citada. Faço menção de um texto da pág. 50 que cito aqui:

"Quando as afirmações do Senhor forem apresentadas no âmbito de aconselhamento do não-crente, sugiro que nossa evangelização ocorra no espírito da seguinte citação do livro de Richard Lovelace, A DINÂMICA DA VIDA ESPIRITUAL: 'Nossa tarefa como evangelistas é, a de parteiras, não de pais. Não é responsabilidade nossa fazer que as pessoas sejam regeneradas, mas apenas apresentar um testemunho de vida coerente com o que professamos, além de apelar para a entrega a Cristo, firmes no reconhecimento interior de que as ovelhas dele lhe ouvirão a voz e o seguirão, porque o Espírito Dele lhes abrirá o coração para tal'".


 Isso acaba com a ideia de que devemos tomar tudo para nós, mas de sermos divulgadores da Palavra e quem for de Deus, irá ouvir a voz Dele no momento oportuno.
 Seguindo pela ideia do behaviorismo, que é a psicologia do comportamento, ou seja condicionado, aprendo que o homem está acima da criação, conforme nos diz o salmista e, é lógico, embora nós tenhamos condicionamentos, estamos acima deles.

 Me chama a atenção no livro sobre o método de Viktor Frankl, judeu que sofreu dentro de campos de concentração nazistas e que, através desse método, criou a logoterapia que se resume em "não sofrer no sofrimento". Isso para mim é exercício de fé pura.

 No capítulo que trata do transpessoalismo, uma frase da pág. 192 me prendeu uma frase de Wilber: " E quando Adão reconheceu a diferença entre os opostos de bem e mal, isto é, quando estabeleceu uma fronteira fatal, seu mundo desmoronou".

 Desde o Id (instinto), Ego (consciência) e Superego (censura) de Freud até a auto-ajuda de que o ser-humano é sugestionável, a teoria e a crítica encerram a primeira parte do livro.

 A segunda parte trata da análise cristã.

Citações interessantes de como o Pastor é amigo dos necessitados e reflexões de que pecado confessado, porém não tratado -e isso a análise faz bem melhor - é semelhante a deixar a casa arrumada, porém vazia, e isso se tornar morada de 7 demônios. O tratamento é importante para alguns casos mais profundos.

É um livro que nos mostra que enquanto Deus nos conscientiza do pecado, o mundo quer nos tirar a "ideia" de pecado.

Citações:

"A graça fácil é a pregação do perdão sem exigir arrependimento [...] A graça fácil é a graça sem discipulado, a graça sem a Cruz, a graça sem Jesus Cristo, vivo e encarnado... (pág. 265)

Deus se revela na natureza (Rm 1:20) e no registro bíblico, ou seja, a Palavra de Deus e o Mundo de Deus estão em harmonia perfeita.

No Gênesis, assim como Deus preparou a Terra para entregar ao homem, Ele pavimenta os meios para termos nossas orações respondidas.

No capítulo que tange o Aconselhamento Bíblico, Jay Adams segue uma ideia maniqueísta, sem se apegar a outras técnicas, se focando somente no que é bíblico, ou melhor, religioso, sem considerar o conceito de graça comum. Já o Aconselhamento Espiritual se vale de técnicas em prol do Reino de Deus. 

Entendo que nesse livro, o conselheiro deve ouvir sem julgamentos morais, mas deve alertar o aconselhado sobre os problemas que seus atos podem causar, ou seja, a condenação não liberta, mas oprime mais. O conselheiro tem que ajudar o aconselhando a entender o "kayros"- o tempo de Deus para a vida do indivíduo. O conselheiro tem que entender que embora a regeneração seja imediata, leva-se um tempo até o indivíduo começar a entender os propósitos de Deus para a vida dele.

Sobre o último capítulo, O Maravilhoso Conselheiro, trata-se da pessoa de Jesus nos ministérios de profeta, mestre, pastor e uma palavra que me deu um novo significado que eu conhecia mais na pessoa do Espirito Santo - parakletos - o que traz um significado aqui de "ajudador" na pessoa de Cristo.

Em suma, aprendo com a leitura desse livro que nada é mais satisfatório que quando Deus te usa para mudar uma pessoa, esse é a melhor paga que Ele pode nos dar. Você orientar, você advertir, você direcionar alguém e esse alguém ser transformado pelo poder do evangelho, essa é a nossa vocação.

RESENHA: COMO SER UM CONSERVADOR - ROGER SCRUTON


Essa resenha será um pouco diferente. Será com mensagens do próprio livro e depois dou meu parecer final. 

..."os conservadores sofrem desvantagem quando se trata de opinião pública. Sua posição é verdadeira, mas enfadonha; a dos seus oponentes é excitante, mas falsa".

"Em todos os países sob controle soviético, o partido estava a margem da lei, não possuía personalidade legal e não era responsável por seus cidadãos e por seus membros".

"O conservadorismo é a filosofia do vínculo afetivo. Estamos sentimentalmente ligados às coisas que amamos e que desejamos proteger contra a decadência".

"Respondendo laconicamente minha indagação: nacionalismo, como uma ideologia, é perigoso apenas à medida que as ideologias são perigosas. Ocupa o espaço deixado vago pela religião e, ao fazê-lo, estimula o verdadeiro crente a venerar a ideia nacionalista e a buscar nessa concepção aquilo que ela não pode oferecer - o propósito último da vida, o caminho da redenção e o consolo para todas as aflições".

"Em suma, a democracia exige fronteiras, e as fronteiras precisam do Estado-nação. Quaisquer modos pelos quais as pessoas venham a definir a própria identidade em termos do lugar a que pertencem têm um papel a desempenhar na consolidação do sentido de nacionalidade".

O Estado socialista não redistribui um ativo comum na sociedade. Cria renda sobre o ganho de pagadores de impostos e a oferece aos seus privilegiados".

..."a criação de uma nova classe do ócio que se utiliza do Estado a fim de obter o seu ganho do restante da sociedade".

..."satirizado de maneira brilhante por George Orwell em 1984. O propósito de Orwell ao escrever o livro era mostrar que o jargão desumanizador do marxismo também produz um mundo desumano no qual as pessoas se tornam abstrações e a verdade é um mero instrumento nas mãos do poder".

"Conservadores acreditam na propriedade privada porque respeitam a autonomia do indivíduo".

(Multiculturalismo) (Politicamente Correto) "Não há espaço algum para antigas idéias de objetividade e de verdade universal; tudo o que importa é o fato de que concordamos".

..."contudo, há um paradoxo. Os que defendem essa abordagem multicultural são, via de regra, veementementes na rejeição da cultura ocidental".

"Não exigimos de todos que tenham a mesma fé, que levem o mesmo tipo de vida familiar ou participem dos mesmos festivais. Partilhamos, entretanto, de uma cultura cívica comum, um ambiente público comum".

"O Conservadorismo não é, por natureza, internacionalista e desconfia de todas as tentativas de controlar o legislativo e o governo do país a partir de um lugar além das fronteiras. Reconhece a verdade no liberalismo, segundo o qual o processo político só pode ser fundamentado no consentimento se os direitos do indivíduo forem reconhecidos".

"... a abordagem centralizada e DITATORIAL na política exemplificada pelo belicismo do partido nazista, pelo controle TOTALITÁRIO do Partido Comunista e pelo DOMÍNIO fascista na Itália e na Espanha". 

"As privações suportadas pelos norte-coreanos significam que não têm força, nem confiança mútua, para desafiar seus opressores. O mesmo se aplica ao Iraque sob Saddam (...) a elite do partido na Rússia soviética enriqueceu por meio das privações do povo soviético". 

"Os internacionalistas tendem a ser cosmopolitas que se identificam como 'cidadãos do mundo' e repudiam conscientemente as antigas lealdades nacionais que os vinculam a uma nação em particular, a um país em particular e a uma jurisdição específica".

"A família foi considerada por todos, de St. Just a Lenin, como inimiga dos projetos revolucionários. Marx e Engels dedicaram um livro à destruição da 'Família Sagrada'"...

"Tanto nessa área quanto em outras, o Estado existe para proteger a sociedade civil, NÃO PARA MOLDÁ-LA de acordo com algum propósito que já não esteja implícito no tecido social".

"Se qualquer coisa pode ser considerada arte, então a arte deixa de ter relevância".


E é com essas citações do livro que concluo, na minha resenha, que ser um conservador não é querer mudar as pessoas à sua volta, mas poder enxergar como um todo aquilo que é melhor, mais pé no chão do que se apegar a ideologias de esquerda que vivem em pensamentos utópicos. 

RESENHA: CURSO VIDA NOVA DE TEOLOGIA BÁSICA - INTRODUÇÃO À BÍBLIA - R. LAIRD HARRIS

Esse livro é sensacional pela sua linguagem simples e seu início "TODOS OS CRISTÃOS PRECISAM DE TEOLOGIA".  Eu acredito nis...